Thiago Bicego
25/08/2016
09:15
Rio de Janeiro

O que Santos, Manchester City, Remo, Sporting Wolfsburg, Shalke 04, Valencia, Besiktas e West Ham possuem em comum? Todos os clubes citados investem no e-Sports, popularmente conhecido como esportes eletrônicos. Com interesse em expandir os horizontes e atrair novos torcedores, os clubes fazem parcerias, buscam patrocinar jogadores e equipes para disputas de campeonatos de FIFA, League of Legends, Counter-Strike, entre outros.

- Hoje vemos um movimento interessante ao redor do mundo com clubes ou empresas/empresários envolvidos com o Esporte adquirindo equipes de e-Sports e investindo nas principais modalidades - disse Rafael Queiroz, CCO do Santos Dex, que teve o discurso reforçado por Peter Draper, Diretor de Marketing do Valencia:

- Temos visto o crescimento do e-Sports nos últimos meses, gradualmente eles estão se tornando um esporte.

E não são apenas os valores financeiros que pesam na decisão de uma equipe de e-Sports na hora de fechar com algum clube. De acordo com Tiago Carvalho, COO Brave e-Sports, equipe patrocinada pelo Remo, o projeto deve ser analisado com cautela, além de o clube precisar ter conhecimento do mercado de games.

- O e-Sports mostram um crescimento absurdo e uma auto-sustentabilidade e rentabilidade. Não é atoa que grandes equipes de futebol demonstram interesse.

Agora a mentalidade das equipes brasileiras tem que mudar muito para se adequar as necessidades dos e-Sports e, convenhamos, é algo que os próprios times já tem dificuldades em fazer com o futebol - revelou Tiago Carvalho.

Do outro lado da moeda, os clubes de futebol observam o mercado de games como uma forma de rendimento, em um público pouco explorado. As premiações ultrapassam milhões. Um exemplo aconteceu no The International, maior campeonato do mundo de Dota 2, onde a patrocinadora Valve distribuiu cerca de R$ 58 milhões em premiação para o campeão.