icons.title signature.placeholder Jonas Moura
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27/08/2015
13:07

A recuperação do velho e bom Usain Bolt parece ter sido sacramentada. Ao assegurar o tetracampeonato dos 200 metros rasos no Mundial de Atletismo de Pequim (CHN), nesta quinta-feira, com o melhor tempo do ano (19s55), o jamaicano deixou para trás as desconfianças e o adversário que parecia ser a grande pedra no seu sapato na atual temporada.

Após iniciar a competição cercado de expectativas, Justin Gatlin pode ter perdido a chance que tinha de fazer frente ao Raio. Enquanto Bolt, aos 29 anos, esbanja duas medalhas de ouro no evento (já havia vencido o mesmo oponente nos 100 metros rasos, domingo), e 12 em toda a história em Mundiais, o americano já carrega 32 anos nas costas. 

Para o duas vezes medalhista olímpico Robson Caetano, bronze nos 200 metros em Seul-1988 e no revezamento 4x100 metros em Atlanta-1996, a questão física irá pesar até o evento que o Rio de Janeiro sediará ano que vem. Embora reconheça que o trabalho multidisciplinar dê resultados expressivos, com fisiologistas focados em garantir que o organismo dos atletas responda adequadamente aos desafios, ele vê Bolt em larga vantagem na briga contra o rival. 

– Bolt atravessou uma fase complicada, mas ele faz aquilo que todo atleta deveria fazer nos momentos de pressão: se diverte com o que está acontecendo. É claro que existe uma adrenalina normal, mas ele se sente bem durante as provas. Os tiros que ele deu até agora (no Mundial) são prova de que ele encontra a forma durante as competições. Existia uma preocupação sobre a forma física dele, mas os resultados afastam qualquer desconfiança. Não existe um atleta que possa confrontá-lo diretamente. Apesar de o Gatlin ter feito pressão nos 100 metros, deixou escapar. Hoje, temos o Bolt como a grande atração dos Jogos Olímpicos – disse Robson Caetano, ao LANCE!.

As demais conquistas do astro nos 200 metros em Mundiais aconteceram em Berlim-2009, quando ele quebrou o recorde mundial que ainda detém (19s19), em Daegu-2011 e Berlim-2013. Até o mais recente feito, quem liderava a temporada na prova era justamente Gatlin, com 19s57. O atleta dos Estados Unidos iniciou a competição sob forte expectativa de desbancar a soberania de Bolt.

– Em 2016, Gatlin não deve vir com a força dos últimos anos, quando esteve muito bem. Depois de um tempo o corpo precisa dar uma denscansar. Eu mesmo senti isso na pele. Ele estará se segurando na Olimpíada. O Bolt não está mais nessa de bater recorde. A motivação dele está nos adversários. Em Pequim, procurou o Gatlin nas provas, pois sabia que poderia ser superado – completou Caetano.

A recuperação do velho e bom Usain Bolt parece ter sido sacramentada. Ao assegurar o tetracampeonato dos 200 metros rasos no Mundial de Atletismo de Pequim (CHN), nesta quinta-feira, com o melhor tempo do ano (19s55), o jamaicano deixou para trás as desconfianças e o adversário que parecia ser a grande pedra no seu sapato na atual temporada.

Após iniciar a competição cercado de expectativas, Justin Gatlin pode ter perdido a chance que tinha de fazer frente ao Raio. Enquanto Bolt, aos 29 anos, esbanja duas medalhas de ouro no evento (já havia vencido o mesmo oponente nos 100 metros rasos, domingo), e 12 em toda a história em Mundiais, o americano já carrega 32 anos nas costas. 

Para o duas vezes medalhista olímpico Robson Caetano, bronze nos 200 metros em Seul-1988 e no revezamento 4x100 metros em Atlanta-1996, a questão física irá pesar até o evento que o Rio de Janeiro sediará ano que vem. Embora reconheça que o trabalho multidisciplinar dê resultados expressivos, com fisiologistas focados em garantir que o organismo dos atletas responda adequadamente aos desafios, ele vê Bolt em larga vantagem na briga contra o rival. 

– Bolt atravessou uma fase complicada, mas ele faz aquilo que todo atleta deveria fazer nos momentos de pressão: se diverte com o que está acontecendo. É claro que existe uma adrenalina normal, mas ele se sente bem durante as provas. Os tiros que ele deu até agora (no Mundial) são prova de que ele encontra a forma durante as competições. Existia uma preocupação sobre a forma física dele, mas os resultados afastam qualquer desconfiança. Não existe um atleta que possa confrontá-lo diretamente. Apesar de o Gatlin ter feito pressão nos 100 metros, deixou escapar. Hoje, temos o Bolt como a grande atração dos Jogos Olímpicos – disse Robson Caetano, ao LANCE!.

As demais conquistas do astro nos 200 metros em Mundiais aconteceram em Berlim-2009, quando ele quebrou o recorde mundial que ainda detém (19s19), em Daegu-2011 e Berlim-2013. Até o mais recente feito, quem liderava a temporada na prova era justamente Gatlin, com 19s57. O atleta dos Estados Unidos iniciou a competição sob forte expectativa de desbancar a soberania de Bolt.

– Em 2016, Gatlin não deve vir com a força dos últimos anos, quando esteve muito bem. Depois de um tempo o corpo precisa dar uma denscansar. Eu mesmo senti isso na pele. Ele estará se segurando na Olimpíada. O Bolt não está mais nessa de bater recorde. A motivação dele está nos adversários. Em Pequim, procurou o Gatlin nas provas, pois sabia que poderia ser superado – completou Caetano.