Sebastian Coe, presidente da Iaaf (Crédito: Iaaf)

Sebastian Coe, presidente da IAAF, lamentou o ocorrido  (Crédito: Iaaf)

LANCE!
03/04/2017
14:25
São Paulo (SP)

A Associação das Federações Internacionais de Atletismo (IAAF, em inglês) divulgou nesta segunda-feira, através de comunicado, que teve seu site invadido pelo grupo russo de hackers Fancy Bear, responsável pela violação de dados sigilosos da Agência Mundial Antidoping (Wada, em inglês).

A entidade internacional acredita que os hackers invadiram o servidor através de um acesso remoto (à distância) não autorizado realizado no dia 21 de fevereiro. Na ocasião, eles conseguiram informações sigilosas referentes à atletas que possuem Isenção para Uso Terapêutico (TUE, em inglês), ou seja, autorização para utilizar substâncias proibidas pela Wada  para fins terapêuticos. 

'A presença de acesso remoto não autorizado à rede da IAAF por hackers foi notada em 21 de fevereiro, quando meta dados sobre TUEs foram coletados de um servidor de arquivos e armazenados em um arquivo recém-criado. Não se sabe se essa informação foi posteriormente roubada da rede, mas dá uma forte indicação do interesse e intenção dos hackers, e mostra que eles tiveram acesso e meios para obter o conteúdo deste arquivo à vontade',  afirma o comunicado.

Através do comunicado, o presidente da IAAF, Sebastian Coe lamentou o ocorrido e pediu desculpas aos atletas. Segundo ele,  a 'primeira prioridade'  é ajudar os atletas que 'forneceram informações que eles acreditavam que estariam seguras e confidenciais'.

- Eles  têm nossas mais sinceras desculpas e nosso total compromisso de que continuaremos a fazer tudo o que estiver em nosso alcance para remediar a situação.

A IAAF diz que mantém contato com atletas que solicitam TUEs desde 2012 e explica que estas autorizações são concedidas pela Wada mediante a prescrição médica.

No ano passado, o grupo Fancy Bear acessou a base dados Adams, sistema utilizado pela Wada para proteger informações sigilosas. Na época, o grupo revelou os nomes de vários atletas "beneficiados" pela autorização do uso de substâncias proibidas. Entres eles estavam os tenistas Rafael Nadar e Serena Williams, a ginasta Simone Billes e os ciclistas Bradley Wiggins e Chirs Froome.

A Rússia negou qualquer relação com o grupo de hackers. Os ataques ocorreram após os russos serem proibidos pela IAAF de participar de competições internacionais de atletismo devido às fortes evidências de um esquema de doping no país, divulgadas em novembro de 2015.