Semana de Vela de Ilhabela

A Semana de Vela de Ilhabela está em sua 44ª edição Divulgação

Carolina Alberti
13/07/2017
17:53
São Paulo (SP)

Na manha desta quinta-feira, enquanto era dada a largada para mais um dia de regatas na Semana de Vela de Ilhabela, o fotógrafo Julio Cardoso conduziu um pequeno grupo de jornalistas para o que ele costuma chamar de "Triângulo das Baleias".

Com treze anos dedicados a busca das gigantes do oceano, com mais de cinco mil horas de navegação, Cardoso explica o trajeto realizado até o local onde já encontrou 159 baleias e soma 103 registros. 

- Nós fomos para a região que eu mais costumo ver baleias. Primeiro nós passamos pela largada da regata, que fica que fora da Ponta das Canas no final do canal de Ilhabela. Depois, subimos até a Ponta Grossa que é uma ponta que é mais a leste da ilha aí viramos, fomos até a entrada da Baía de Castelhanos, demos a volta na Ilha de Búzios e retornamos. Essa região é uma que, pelo menos nos últimos treze anos mais tem aparecido baleias - explica Julio, que brinca: 

- Só que hoje, infelizmente, alguém estava pé frio e elas não vieram. A gente avistou uma raia e um peixe-lua e a paisagem, que é maravilhosa.

A relação da vela com as baleias, porém, não se restringe ao mar. O fotógrafo conta que, na edição passada, algumas "grandonas" se aventuraram em uma regata e ele, claro vez o registro.

- No ano passado, na regata de alcatrazes, eu consegui fazer umas fotos incríveis de baleias. Uma delas deu um salto bem grande pertinho do barco, ela era maior do que o barco, então você imagina o susto, e a gente conseguiu fotografar. Essa baleia jubarte que foi avistada no dia três de julho do ano passado, um mês depois apareceu em Abrolhos - relembra Cardoso.

O macho de baleia jubarte que , em breve, terá um nome. Como o fotógrafo recebeu permissão do Instituto Jubarte para nomear a "exibida", ele resolveu fazer uma votação em seu site que se encerra neste sábado. 

O fotógrafo também tem uma exposição no Yatch Clube de Ilhabela, local da competição, com fotos de baleias e golfinhos chamada "Baleia a vista!". Julio também explicou como suas fotos vieram parar na maior competição de vela da América Latina. 

- A vela é um esporte bastante sustentável. Os velejadores todos acreditam que é importante a preservação da fauna marinha então tem tudo a ver. Aí a gente combinou de fazer esta exposição das minhas fotos das baleias que a gente registrou e contar a história.

Início dos registros

Registrando baleias na região de Ilhabela há treze anos, Julio Cardoso revela que o encontro com uma baleia em 2004 foi o responsável por fazê-lo procurá-las.

- Eu via baleias, sempre achei interessante e gostava de ir fotografando. A partir de 2004, eu tive uma primeira "avistagem" de uma baleia bem perto, consegui fotografar e me animei muito. Aí eu comecei a registrar e catalogar onde eu tinha encontrado, que espécie era, o que estava fazendo, além de fotografar. Nesses 13 anos, eu consegui fazer 103 registros e o total de 159 baleias.

No caso das baleias jubarte, ele sempre faz uma foto da parte te trás da cauda, que é diferente em cada animal, como se fosse a sua impressão digital. Também já foram avistadas baleias de bryde, orcas e espécies de golfinhos.