Luis Fernando Coutinho
18/03/2016
15:45
Rio de Janeiro (RJ)

O UFC Austrália que acontece neste sábado, em Brisbane, pode representar também um presente de aniversário para Mark Hunt. O neozelandês completa 42 anos no próximo dia 23 de março. Ele ainda está longe de pensar em aposentadoria, quer um nocaute de presente e esbanja confiança para o duelo com Frank Mir na luta principal do show.

Em entrevista ao LANCE!, Hunt foi direto ao analisar o confronto com Mir, especialista em jiu-jitsu, e declarou seu amor por nocautes. Ele venceu 13 das 30 lutas que venceu na carreira por nocaute.   

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- Acho que Mir não pode me colocar para baixo, então ele será nocauteado. Claro que ele vai tentar buscar as pernas, é isso o que quer, é a única chance dele, mas acabará nocauteado. É um sentimento bom (nocautear alguém), me sinto ótimo, é sempre um objetivo conquistado. É como um cara de chão finalizar. É um sentimento agradável (risos) - explicou o lutador, em conversa pelo telefone.

Apesar dos 41 anos e da soma de apenas duas vitórias nas últimas seis lutas, Hunt se diz longe de pensar em aposentadoria. Ele ainda acredita em uma chance pelo cinturão dos pesados.

- Ainda estou em busca do cinturão. Não planejo me aposentar, ainda tenho algumas lutas, muitos fãs me apoiam, ainda tenho mais uma chance de chegar no topo. Quero lutar enquanto acreditar que sou o melhor do mundo - explicou o neozelandês.

Confira um bate-papo com Mark Hunt
Existe um prazo para alcançar essa chance pelo cinturão antes de se aposentar no MMA?
Não tenho uma hora, um tempo definido. Vou ver como me saio nas próximas lutas e partir dali. Aposentadoria não está nos meus planos.

Você é conhecido como um dos maiores nocauteadores do UFC, principalmente aqueles que derruba o rival com apenas um golpe. O que você achou da polêmica luta entre Anderson Silva e Michael Bisping? 
Vi os melhores momentos e foram muito bons. Foi uma boa luta. Na minha opinião, ele conseguiu um nocaute seco ali. Aquela joelhada foi cruel. Achei que ali deveria ter acabado, mas aparentemente não. Foi chocante. Anderson foi bem, devia ter acabado a luta, mas o juiz não encerrou, então ele tinha de ter continuado. Foi uma boa luta. Bisping fez uma boa luta, foi uma batalha, foi divertido de ver.

Qual a situação do MMA na Austrália?
Definitivamente está bem maior do que nos últimos tempos. Está na televisão aberta, isso é demais. Eu lutava no K-1 (evento de trocação) e ninguém via. Agora o UFC está fazendo um trabalho incrível aqui. O esporte é mais conhecido, conhecem todos os atletas. Estamos ganhando fãs, homens e mulheres. Acho que é tudo muito bom. É uma honra estar fazendo parte do crescimento do esporte.

O que você tem achado do programa antidoping do UFC com a Usada?
Acho que é otimo, queremos ser leais à arte marcial. Tem que se um esporte realmente, não é justo que caras consigam trapacear, eles têm vantagens, deveriam ser severamente punidos.