Alejandro Dominguez, presidente da Conmebol (Foto: Analia Garelli/AFP)

Alejandro Dominguez, presidente da Conmebol, abriu o jogo em entrevista (Foto: Analia Garelli/AFP)

RADAR/ LANCE!
24/12/2016
12:17
Rio de Janeiro (RJ)

Alejandro Domingues assumiu a presidência da Conmebol em janeiro de 2016, após o ex-presidente Juan Ángel Napout ser preso. Em entrevista ao ''Sportv'', o presidente fez um balanço do seu primeiro ano no comando da Confederação Sul-Americana de Futebol, explicando o que mudou após virar o chefe máximo do futebol na América do Sul e denunciando práticas dos seus antecessores:

- O que mudou na Conmebol? Mudou tudo. Os sistemas de administração estão abertos, com prestação de contas, com objetivos claros, com metas propostas. Fizemos mudanças na administração, organizamos, profissionalizamos sistemas muito básicos, que não existiam na Conmebol. A Conmebol nunca tinha pagado a previdência social, nunca havia pagado impostos, não tinha profissionais capacitados para todos os cargos.

Alejandro ainda destacou que a Conmebol paga mais aos seus clubes do que qualquer outra confederação no mundo, inclusive a UEFA:

- Hoje, podemos dizer que, proporcionalmente, em relação à receita da Conmebol, estamos entregando aos clubes, com a intenção de que eles repassem aos jogadores, mais do que a Uefa ou do que qualquer outra confedaração do mundo. Creio que isso já mostra qual é o nosso objetivo.

Após três dirigentes serem presos por corrupção, incluindo Napout, Alejandro Domingues afirmou que a entidade está livre de acusações e que vive só de futebol:

- O que não existe é o espírito da corrupção, porque a corrupção é um flagelo. A corrupção está em todas as instituições e é preciso lutar contra ela. Estou seguro de que a cultura do futebol na América do Sul agora está a favor do futebol. O controle tem que ser de todos. Ninguém quer se envolver com problemas. Eu não vim para o futebol para ter problemas.

Por fim, Dominguez antecipou que um de seus objetivos enquanto chefe da Conmebol, é diminuir a violência entre torcedores organizados e que não irá admitir que dirigentes estejam envolvidos com essas pessoas:

- Há muitas coisas para trabalhar ainda. Precisamos trabalhar forte e enfaticamente para acabar com a violência no campo de jogo. Dirigentes não devem, e sabem que não podem, se vincular com torcidas organizadas violentas. As organizadas, as torcidas violentas. Chegou o ponto em que isso tem que mudar. Os dirigentes têm que mudar e serem responsáveis pelas instituições que gerenciam. Não podemos tolerar que os dirigentes endeusem seus clubes, não podemos ouvir que os clubes tenham problemas financeiros por má administração. E isso leva tempo. Porque muita gente pede, mas quando isso te afeta demora mais. A Conmebol já mudou, mas é preciso que todos mudem, inclusive o jornalismo.