Joinville x Vasco (Foto: Divulgação/Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

Nenê é o símbolo de reação do Vasco neste Brasileiro (Foto: Divulgação/Paulo Fernandes/Vasco.com.br)

Bernardo Cruz
24/11/2015
07:25
Rio de Janeiro (RJ)

O Vasco segue sua saga na luta contra o rebaixamento. Em mais um jogo dramático (o torcedor vascaíno certamente não terá problemas de coração por um longo tempo) venceu o Joinville e ainda mostra que o milagre da permanência na Série A é possível. Não vou entrar no mérito do jogo.

Após mais uma rodada, onde o clube novamente traiu o fantasma de mais um rebaixamento, me peguei comparando o Gigante da Colina com a história de um personagem fictício do cinema americano: Rocky Balboa.

A saga do carismático personagem criado e interpretado por Sylvester Stallone todo mundo já viu pelos inúmeros filmes da série. Mas qual a semelhança entre um personagem de sucesso de Hollywood com o Vasco? É simples: o Garanhão Italiano (nome de guerra de Rocky) e o Cruz-Maltino se recusam a desistir. Não querem ir a nocaute. Levam a pancada e quando todos esperam a derrota, surpreende. Foi assim após a derrota para o Fluminense e o empate com o Corinthians. O Vasco se recompôs e venceu Palmeiras e Joinville.

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Rocky se recusava a desistir de suas lutas


A arrancada do Vasco no segundo turno, com direito a resultados importantes e atuação de entrega dos jogadores, faz com que exista uma simpatia crescente da imprensa e até mesmo de outras torcidas pela permanência do Gigante da Colina. Como se todos os amantes do futebol deixassem a rivalidade de lado em prol de ver o improvável se tornar realidade.

Ainda faltam dois rounds. Neste momento, o Cruz-Maltino teria perdido sua batalha por pontos. Rocky precisou exatamente de duas lutas para vencer Apollo e conseguir seu objetivo. "A vida não é sobre quão duro você é capaz de bater, mas sobre quão duro você é capaz de apanhar e continuar indo em frente." Essa frase utilizada pelo personagem de Stallone no último filme da série também ilustra o campeonato vascaíno. Apanhou muito durante o primeiro turno e parte do segundo. Mas soube ir em frente. Veremos o que o destino reserva. O vascaíno torce para que seu final seja tão feliz quanto o de Balboa.