audiência pública sobre torcida única no futebol

Torcida única nos jogos de futebol foi tema de debate na capital paulista (Foto: José Antonio/Alesp)

Fábio Suzuki
29/06/2016
20:30
São Paulo (SP) 

A medida de realizar jogos de futebol com torcida única foi criticada pela maioria dos participantes da audiência pública ocorrida na Assembleia Legislativa de São Paulo. A iniciativa vigora desde o início de abril para clássicos paulistas e foi solicitada pelo Ministério Público e a Secretaria de Segurança Pública do Estados de São Paulo para conter a violência no futebol. 

O evento reuniu deputados estaduais, dirigentes de clubes e entidades, e representantes de órgãos públicos. Entre os participantes esteve o vice-presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Fernando Solleiro, que criticou a medida imposta nos jogos dos grandes times do estado. 

- Precisamos repensar essa medida pois estão matando a paixão pelo futebol. O futebol não pode ser punido pela intransigência de poucos - comentou Solleiro, reforçando que a entidade que comanda o futebol paulista é contra a medida. 

- O Campeonato Paulista atraiu cerca de 2 milhões de torcedores nas três principais séries da competição e praticamente não tivermos problemas nos estádios - completou o dirigente. 

Autor do pedido para a realização da audiência pública, o deputado Luiz Fernando Teixeira, que é presidente do São Bernardo FC, citou a necessidade da Justiça fazer a sua parte no combate à violência no futebol.

- É importante que a Justiça faça a sua parte, prendendo e mantendo os torcedores presos. A torcida é componente fundamental para o espetáculo e se algum componente age de maneira ilícita tem que ser banido dos estádios - apontou o deputado. 

À frente da medida imposta em abril e defensor da torcida única nos grandes jogos, o promotor de justiça do Ministério Público, Paulo Castilho, diz que a iniciativa foi tomada com base em dados e informações colhidas por vários órgãos de segurança e justiça de São Paulo. 

- A torcida única não é uma medida isolada. Temos uma Comissão com desembargadores, integrantes das Polícia Civil e Militar, ex-promotores de justiça, etc e tudo coordenado pelo secretário de segurança pública – comentou Castilho.