José Maria Marin, ex-presidente da CBF (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

Promotor lamentou que Justiça dos Estados Unidos não possam ter acesso a contas de dirigentes suspeitos (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

RADAR / LANCE!
06/11/2015
19:22
Rio de Janeiro (RJ)

A determinação judicial que impede a cooperação da Justiça do Brasil com os Estados Unidos na investigação das suspeitas de escândalo da Fifa não foram bem recebidas por outros membros de advocacia brasileiros. Em entrevista ao "Redação Sportv" nesta sexta-feira, o promotor do Ministério Público de São Paulo, José Reinaldo Guimarães Carneiro, qualificou a decisão da juíza Débora Valle de Brito, da 9.ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, como desastrosa:

- Essa cooperação é um mecanismo moderno entre países, para as autoridades de investigação cooperarem. Não tem nenhum sentido esse desbloqueio de bens. Quando mandam desbloquear, sem ter o acesso, perde o país que vai fazer o julgamento e o Brasil, que passa a ser visto com desconfiança. Lamento profundamente. Não há arbitrariedade, são canais legítimos. São indícios fundados. É um desastre quando isso acontece e lamento profundamente quando a justiça trava um processo como esse.

A juíza ordenou que os documentos coletados sejam devolvidos aos donos e exigiu o desbloqueio das contas de suspeitos. Aos olhos de José Reinaldo Guimarães Carneiro, o país pode não mostrou reciprocidade:

- Os Estados Unidos não gostam disso e nós não gostaríamos se isso acontecesse conosco. Não existe nada ilegal nessa cooperação, tem que ter essa reciprocidade, diplomacia entre os países.