Iborra e Higuaín - Juventus x Sevilla

Higuaín perde a disputa aérea para o volante Iborra. Sevilla marcou bem e saiu de Turim com o empate na rodada de estreia na Liga MARCO BERTORELLO / AFP

RADAR/LANCE
14/09/2016
17:49
Turim (ITA)


Nesta terça-feira, o presidente do Sevilla, José Castro, disse que a Juventus era muito superior financeira e tecnicamente. O treinador Jorge Sampaoli, disse que se o futebol fosse um esporte individual, a diferença entre os times seria muito gritante. Porém, como o coletivo predomina, um bom resultado no jogo desta quarta-feira em Turim, na abertura do Grupo H da Liga dos Campeões 2016/17 era possível. Ambos consideravam o empate um grande resultado. E foi o que ocorreu. Jogando fechado, com forte marcação, o time conseguiu segurar a bola (cada um teve 50%) e, mesmo sem quase chutar a gol (2 contra 14 dos italianos) e levando pressão de um time mais objetivo, arrancou o 0 a 0. 

A Juve teve o que lamentar. Khedira perdeu dois gols no primeiro tempo. Higuaín cabeceou uma no travessão na etapa final e Daniel Alves cansou de fazer cruzamentos perigosos que não resultaram em gol. Assim, o esquadrão italiano saiu de campo com um empate que teve sabor de derrota, deixando a liderança do grupo - após a primeira rodada - nas mãos do Lyon, que fez 3 a 0 nos croatas do Dínamo Zagreb, em Lyon.

Na próxima rodada, o Dínamo Zagreb receberá a Juventus, enquanto o Sevilla faz um duelo importantíssimo contra o Lyon, na Espanha.  

O JOGO 

A Juventus demorou para encaixar o seu jogo. Embora não tenha entrado com um atacante de área, o Sevilla adiantou a marcação, conseguindo fazer o rival errar passes em demasia e conseguindo reter a bola. Tanto que nos 15 primeiro minutos, mais de 65% da posse ficou com o time visitante.

Além da marcação, a Juve pareceu sentir as alterações feitas pelo treinador Massimilano Allegri. Ele alterou todo o setor pela esquerda do time, preferindo usar Evra no lugar de Alex Sandro e deixando Pjanic no banco começando com Higuaín.

Ainda assim a Juve teve maior eficácia nas finalizações. Khedira e Higuaín poderiam ter aberto o placar se estivessem com os pés mais calibrados  em duas infiltrações.  E o primeiro tempo terminou com o time espanhol mais com a bola, mas não chutando nenhuma vez, enquanto a Juventus criou cinco oportunidades.

No segundo tempo, a grande chance da Juventus ocorreu aos 13 minutos quando Daniel Alves cruzou como se fosse com a mão a bola na cabeça de Higuaín, que mandou no travessão, Daniel Alves, um dos  melhores em campo chegou ao fundo várias vezes, sempre com perigo, mas nada do time da casa fazer o gol. Aos 48, Alex Sandro, em novo chuveirinho, cabeceou para defesa incrível de Rico. 

Que moleza, Lyon 

No outro jogo do grupo, o Olympique de Lyon não teve a mínima dificuldade para bater  Dinamo Zagreb. O time francês marcou logo aos 13 minutos, uma cabeçada de Tolisso, foi muito superior o tempo inteiro e poderia ter alcançado um placar mais elástico na etapa inicial.

Na volta do intervalo a superioridade técnica se manteve e os gols saíram antes dos 15 minutos. Primeiro com Ferri, um toquinho por cobertura. Depois, com Cornet completando bela trama e tocando na saída do goleiro. O Lyon não conseguiu repetir o 7 a 1 que impôs ao rival da Champions-2011/12.   Mas bem que mereceu.