Vinícius Britto
02/11/2015
12:05
Rio de Janeiro (RJ)

Fluminense não vencia o Vasco há dez jogos. Gerson, que recupera o bom futebol, foi o destaque no domingo e alguém que esperava um time abalado pela doída eliminação no meio de semana, na Copa do Brasil, acabou sendo surpreendido por um Tricolor ofensivo, com posse de bola, transições e muita velocidade. O futebol moderno de Eduardo Baptista começa a render frutos e o trabalho deve continuar para se colher esses frutos no ano que vem.

Na primeira etapa, ele surpreendeu com Osvaldo no lugar do capitão e ídolo Fred. Sem uma referência como ele na frente, o time acabou ganhando em mobilidade e velocidade, que foram a chave do domínio na primeira etapa.

Com Vinícius, Gerson e Scarpa, o Flu jogou solto e explorando a velocidade da jovem trinca ofensiva. Aliada a movimentação constante de Osvaldo, a defesa do Vasco sofreu e o Tricolor criou as melhores chances do primeiro tempo. Merecidamente, Gerson abriu o marcador no final da primeira etapa, após bate e rebate na defesa cruz-maltina. O garoto, já negociado com a Roma, tinha dado a assistência para Fred na partida da Copa do Brasil, no Allianz Parque. No clássico, voltou a ser decisivo.

No segundo tempo, entretanto, o time recuou demais. Não sei se por ordem do técnico ou não. Mas isto acabou sendo prejudicial para o Tricolor, que se viu pressionado e poderia ter sofrido o empate, contando com um pouco de sorte.

Mas isto não apaga que, mesmo com o time desfalcado, Eduardo Baptista deu padrão para a equipe e deixa ela com um futebol mais vistoso, envolvente. O primeiro tempo tem que ser visto como tudo o que a equipe pode oferecer para o ano seguinte. Velocidade, aliada a uma uma troca constante de posição entre os jogadores. Com a utilização dos jovens de Xerém, o Fluminense pode ser uma equipe mortal na frente.

Enquanto isso, o Tricolor afasta as chances de Série B e aproveita para afundar o rival.