Fluminense x Flamengo

Guerrero comemora o segundo gol do Flamengo sobre o rival Fluminense (Foto: F. Stuckert/Lancepress!)

João Matheus Ferreira
22/02/2016
10:00
Enviado especial a Brasília (DF)

O Flamengo que venceu o Fluminense com boa superioridade parece um outro time em relação ao que perdeu para o Vasco, na semana passada, e ganhou do América-MG em um jogo monótono, na quarta. De fato, é uma outra equipe. Não tanto em peças, mas em postura. Seja ela tática, técnica e até na vontade.

Não à toa, a atuação em Brasília foi a melhor do rubro-negro sobre o comando de Muricy Ramalho. Um time bem armado taticamente e com total noção do que deveria fazer em campo. Trocou passes com objetividade e movimentação, atacou com agressividade e finalizou muito mais do que o rival. Com todos esses ingredientes, construiu a vitória por 2 a 0 com ampla superioridade.

Um dos motivos para a boa atuação foi a entrada de Cuéllar. Mais à vontade do que na quarta, ele ajudou bastante na saída de bola. Somado a isso, Rodinei, Willian Arão e Marcelo Cirino mostraram belo entrosamento pela direita. O mesmo aconteceu na esquerda, com Mancuello e Sheik. Jorge pouco mais tímido. A defesa, sem Juan e com Cesar Martins, bateu cabeça no início, mas depois melhorou junto com o time.

A impressão deixada pelo jogo – ao menos até as expulsões de Cuéllar, Marcos Júnior e Wallace – é que se mantiver essa postura, o ano tem tudo para ser de mais alegrias que tristezas. Os jogadores colocaram em prática tudo o que Muricy pedia: posse de bola, compactação e atacar com agressividade. Que não tenha sido algo atípico, mas sim uma clara evolução.