Guilherme Abrahão
19/02/2018
07:00
Enviado especial a Cariacica (ES)

Paulo César Carpegiani implantou uma postura no Flamengo que há muito tempo não se via pela Gávea. Um esquema com apenas um volante de ofício e outro flutuando entre o meio de campo e os flancos, dando mais liberdade para Diego se preocupar em ser o cérebro do time. Foi assim, mais um vez, que o Fla atuou e foi consistente. E o melhor, mostrou um poderio ofensivo que pode desmontar qualquer rival, quando encaixado. O resultado disso, vitória por 2 a 0, diante de um valente Boavista e o título da Taça Guanabara.

TROCA DE POSIÇÃO CONFUNDE O ADVERSÁRIO

Não é mistério como Paulo César Carpegiani tem feito seu time jogar e agredir o adversário na maior parte do tempo. Foi assim em todos os jogos do Flamengo na temporada até agora. E ao colocar Lucas Paquetá como segundo volante, o treinador confunde a marcação do adversário, porque o garoto se reveza na função pelo flanco com Everton Ribeiro. Ambos, também, ainda conseguem atuar na armação, liberando Diego para virar o homem-surpresa, que chega de trás para finalizar. Em diversas oportunidades o time fez isso neste domingo e o Boavista, sólido na maior parte do tempo, bateu cabeça.

LATERAL SE TORNA UM DRAMA

O coletivo do Flamengo, em especial o ótimo setor ofensivo armado, tem trabalhado em perfeita sintonia, mas as laterais estão destoando. Rodinei foi um fator importante. Entrou bem no segundo tempo e se agregou ao ataque, dando mais poderia ofensivo. Contudo, Pará e Renê ainda devem muito. Decisões erradas, seja na marcação ou no ataque, tem sido uma verdadeira dor de cabeça.

FATOR VINÍCIUS JÚNIOR

O garoto está mais do que iluminado neste início de temporada. Entrou na vaga de Paquetá, recuando Everton Ribeiro de vez, e infernizou a defesa do Boavista. Bem postado, o time de Saquarema se desmantelou com a velocidade e habilidade impostas pelo garoto na partida. Ele é opção fundamental para elenco. Seja como titular  ou entrando, tem sido o grande desafogo.

BOLAS AÉREAS SÃO ARMAS

O Flamengo também utilizou muito do jogo aéreo. Com a chegada de Henrique Dourado, o time ficou mais forte ainda nesta situação e o Ceifador é sempre o alvo a ser procurado. Diante do Boavista levou perigo em algumas oportunidades, mas não balançou as redes. Réver também foi perigoso, tanto que participou do gol que abriu o caminho para a conquista.

SE NÃO TIVER CUÉLLAR

Carpegiani não confirma, mas a entrada de Jonas foi totalmente tática e não apenas para descansar o colombiano. O volante deve ser o substituto na estreia na Copa Libertadores, já que Cuéllar está suspenso. Ronaldo e Romulo, outras opções, sequer foram relacionados. Willian Arão não é de marcação e disputa, hoje, posição com Paquetá ou Ribeiro. Jogar com os três será um tiro no próprio pé