PC

PC está no Strikers desde o ano passado (Foto: AFP)

Bruno Cassucci
23/01/2016
09:15
Enviado especial a Fort Lauderdale (EUA)

O sábado será de reencontros para o Corinthians no amistoso contra o Fort Lauderdale Strikers, nos Estados Unidos, às 17h (de Brasília). E não apenas com Ronaldo Fenômeno, um dos sócios do clube americano, mas também com dois garotos formados nas categorias de base do clube: o lateral Paulo César e o meia-atacante Victor Giro, conhecido como PC.

Crias do Terrão, eles conhecem bem alguns dos adversários desta tarde, afinal, foram revelados ao lado de Pedro Henrique, Guilherme Arana, Gustavo Vieira e outros prodígios do Timão que serão titulares no jogo nos Estados Unidos.

No entanto, suas trajetórias foram um pouco diferentes. PC, por exemplo, fez apenas um jogo como profissional no Corinthians, foi emprestado e, ao perceber que dificilmente teria chances com o técnico Tite, apostou no sonho americano, o que não se arrepende.

– É difícil entender o que acontece. O Corinthians e outros clubes do Brasil fazem um trabalho de base todo, têm gastos, preparam o jogador a vida toda e quando têm o processo da transição para o profissional não fazem corretamente, perdendo os jogadores. O Corinthians chegou a abrir mão de crias da base e depois recomprou, como foi com o Fagner, por exemplo – comentou PC, de 21 anos, que está no Strikers desde abril o ano passado.

Paulo Cesar, de 20, chegou recentemente ao clube de Ronaldo, também vislumbrando ter mais chances e visibilidade do que no Timão. Ao contrário de PC, ele está emprestado.

Este sábado é especial para a dupla, não só por reencontrar amigos, mas também pela chance de provar que mereciam mais chances no Corinthians.

– Infelizmente joguei pouco, mas agora poderei mostrar ao Corinthians o jogador que ele formaram e que teve na mão – disse PC.

- Bate-bola com PC, meia-atacante do Strikers, ao LANCE!:

Conte um pouco sobre a sua trajetória no Corinthians.
Eu cheguei ao Corinthians em 2001 e fiquei 14 anos na base, tendo ganhado alguns títulos. Os principais foram a Copa São Paulo de 2012 e o Mundial Sub-17, também em 2012.

Por que optou pelos EUA?
Essa oportunidade foi em uma hora muito boa para mim, o desenvolvimento do futebol nos Estados Unidos é muito grande. Quando tive o convite para vir para o time do Ronaldo não pensei duas vezes. Abracei e vim. O projeto deles é muito grande, e o fato de o Ronaldo estar envolvido, pesou. Praticamente tudo o que ele faz acaba dando certo.

O Corinthians deve utilizar reservas. Assim, você conhecerá muitos dos adversários, não é?
Trabalhei com quase todos os garotos da base que hoje estão no profissional. Isso vai deixar o jogo ainda mais difícil, pois os meninos vão querer mostrar serviço ao Time, e nós também não vamos querer perder. Será duro!

Qual é seu estilo de jogo? Você começou como lateral, mas está jogando bem avançado, não é?
Eu jogava de lateral-esquerdo, e de vez em quando de meia ou volante. Aqui nos Estados Unidos eu estou jogando de ponta ou de meia. Não sei o que é jogar do meio para trás já faz um ano e alguns meses! Sou um jogador veloz, gosto de chutar de meia distância e apesar de ser rápido, prefiro armar o jogo e não somente explorar a velocidade a toda hora.