Gabriel Carneiro
23/09/2017
07:30
São Paulo (SP)

Boa marcação pelos lados, contribuição ao ataque e estilo solidário, cumprindo um jogo tático de desarmes, acompanhamento do apoio do lateral adversário e empenho destacado. A definição pode ser aplicada facilmente ao corintiano Ángel Romero, mas não foi com o paraguaio que a escalação de um jogador com essas características começou no Timão. Ela vem desde Jorge Henrique, em 2009, e passou com méritos por Petros, por 63 jogos entre 2014 e 2015.

Neste domingo, às 11h, no Morumbi, Petros enfrentará o Corinthians pela primeira vez desde que deixou o clube, em junho de 2015. Ele havia chegado ao Timão após o Paulistão do ano anterior, quando foi destaque pelo Penapolense, e ganhou notoriedade justamente pelo futebol tático e os desarmes, repondo a carência que a equipe tinha de um jogador de lado com boa marcação desde a saída de Jorge Henrique. No hexacampeonato brasileiro, aliás, o meio-campista jogou oito vezes com o técnico Tite antes de ser vendido ao Real Bétis, da Espanha. A melhor fase, entretanto, foi com Mano Menezes.

Das ideias de Mano é que Fábio Carille, atual técnico do Corinthians, trouxe a inspiração para a montagem do setor defensivo da equipe em 2017. Fazia parte disso a presença de um jogador voluntarioso na ponta, que não se incomodasse em ser coadjuvante e mudasse de setor em caso de necessidade. Romero, por exemplo, alterna o lado em que atua dependendo de uma tática do adversário ou do planejamento da própria equipe. 

Carille trabalhou como auxiliar de Mano e Tite durante a passagem de Petros pelo Corinthians e foi consultado por diretoria e comissão técnica do São Paulo neste ano, quando o rival do Timão negociava com o jogador, então na Espanha.

- Falei que no Corinthians ele trabalhou mais de lado, sendo suporte, fazendo mais ou menos o que o Romero faz - explicou o técnico do Timão, à ESPN, naquela oportunidade.

Os caminhos se cruzam novamente nesta 25ª rodada do Brasileirão.