Gabriel Carneiro
04/12/2016
17:04
São Paulo (SP)

Após as saídas de diretores de diversos setores, o mandato do presidente Roberto de Andrade sofreu outro duro golpe neste sábado. Vice-presidente eleito em fevereiro de 2015, Jorge Kalil pediu uma licença do cargo pelo prazo de 60 dias. O dirigente alegou motivos familiares e administrativos em seu pedido e deixará o cargo vago por este período - André Luiz Oliveira, o André Negão, segue como vice da chapa, que tem mandato até fevereiro de 2018.

Kalil não especificou as razões pessoais do afastamento, mas disse a conselheiros e associados do Timão seus motivos administrativos: ele está incomodado com a conduta de Roberto de Andrade. A contestação do vice-presidente é a falta de diálogo e reuniões entre a diretoria estatutária, que não tem peso nas decisões do futebol. Distante do grupo político junto com o qual foi eleito, Kalil preferiu se afastar por dois meses e depois avaliará o caso.

Apesar do afastamento da diretoria, Jorge Kalil não é um dos signatários do pedido de impeachment encaminhado por conselheiros do Corinthians à Comissão de Ética e Disciplina. Roberto de Andrade, aliás, já foi notificado da necessidade de apresentação de defesa e o caso está em discussão nos bastidores do Parque São Jorge. Kalil é o segundo na linha sucessória, o que significa que em caso do impedimento de Andrade, assume André Negão.

Internamente, Roberto de Andrade tenta conter insatisfações e agora lida com um novo baque em sua gestão. O mandatário já perdeu diretores de setores como futebol, marketing e comunicação durante os menos de dois anos de gestão, além de ter feito trocas por vontade própria, como no comando da base. Os últimos dirigentes nomeados por Andrade são antigos conselheiros com maior capacidade de diálogo entre os setores do clube. A ideia é justamente controlar as reclamações.