Gabriel Carneiro
30/04/2017
19:36
Campinas (SP)

Treinador do Corinthians há apenas quatro meses, Fabio Carille considera estar dando uma resposta em campo para todos que duvidavam e consideravam sua equipe a "quarta força" do futebol paulista, atrás de Palmeiras, Santos e São Paulo. A resposta está sendo dada inclusive para o próprio treinador, que no início da temporada lidou com dificuldades para formar um time que hoje é quase campeão. O quase da frase anterior é porque ainda resta mais um jogo, mas a vantagem por 3 a 0 contra a Ponte Preta nas finais do Paulistão é larga.

- Até nós mesmos achávamos que éramos quarta força. Mas procuramos nos fechar, olhar no olho de cada um e falar a verdade. Não esperava tudo tão cedo. Mas no começo do ano éramos a quarta força, porque para mim o Palmeiras é o melhor time do campeonato. Só que muitas vezes o melhor não ganha - disse o treinador, que admite a importante vantagem construída em Campinas antes da partida do próximo domingo, em Itaquera.


- Foi um jogo muito consistente, com os jogadores cumprindo muito bem seu papel, entendendo o que era o jogo. Estudamos muito a Ponte Preta desde os jogos do Santos. Saímos com uma grande vantagem, mas tem outra parte ainda. Nunca prometi títulos, longe disso, e nunca vou prometer, mas o torcedor pode esperar um time muito determinado dentro de campo, em todos os jogos. Essa semana vou fazer cobranças para que a gente trate o segundo jogo de forma séria - sentenciou o treinador, mantendo o discurso cauteloso que carrega desde o início da temporada, quando foi efetivado.

Depois de eliminar Botafogo e São Paulo, o Corinthians abriu a decisão do Paulistão diante da Ponte Preta, que havia deixado os dois paulistas da Copa Libertadores (Santos e Palmeiras) para trás. Com a vitória por 3 a 0 em Moisés Lucarelli, a equipe de Fabio Carille passa a somar 29 gols marcados e apenas 12 sofridos em 24 partidas nesta temporada, que venceu 13 vezes, empatou nove e perdeu apenas duas. Com bons resultados e a iminência de um título na temporada, o treinador acredita que a forma de jogar tradicional do Timão esteja sendo repetida sob seu comando.

- Essa questão de entrega é um pouco o DNA do Corinthians. Estou aqui desde 2009, Dentinho e Jorge Henrique já desciam para marcar, depois fomos campeões da Libertadores nos ajustando sem camisa 9. É o DNA e estou conseguindo resgatar isso aí, marcando forte, muitas vezes jogando por poucas bolas, mas sempre muito determinado.