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29/08/2015
22:50

Paulo Henrique Ganso é a personificação da goleada por 3 a 0 construída sem obstáculos pelo São Paulo sobre a Ponte Preta. Sua gana nos minutos iniciais ajudou o time a pressionar os campineiros, inclusive em lance com três chances perdidas à queima-roupa. Sua apatia momentânea causou as poucas vaias e os poucos minutos de instabilidade no Morumbi. E sua perna direita, raramente acionada, decidiu diretamente a entrada no G4 na noite deste sábado.

Talvez não tenha havido nenhum jogador tão perseguido pela torcida, principalmente a organizada, durante a recente turbulência gerada pelas três derrotas consecutivas na temporada. Ganso respondeu, primeiro, nos microfones, com classe que há tempos não se manifestava em suas entrevistas tomadas pela mesmice. Depois, na classificação contra o Ceará, na Copa do Brasil, respondeu com empenho em campo, até decretar sua "revanche" na 21ª rodada do Campeonato Brasileiro.

E o camisa 10 ainda quis contrariar um dito popular, trocando a vingança crua por uma cruel. Frio, penetrou na defesa da Ponte pela direita como se ignorasse os marcadores. Tentou soltar a canhota e parou em Marcelo Lomba, inspirado. A solução foi usar o pé direito, quase sempre adormecido, para procurar e encontrar Michel Bastos aos 34 minutos do primeiro tempo: sétima assistência do Maestro e nono gol do camisa 7 na temporada.

Na etapa final, foram precisos quatro minutos para que Ganso deixasse enterrado de vez um lance em que perdeu a bola, simulou falta e deixou ao acaso Rodrigo Caio e Luiz Eduardo na defesa. Em contra-ataque puxado por Pato, o Maestro mais uma vez se infiltrou na área campineira. O bandeira Marcelo Augusto de Carvalho não observou direito a posição do meia, que novamente se arriscou como destro para endireitar a vida de Juan Carlos Osorio: 2 a 0.

Se Ganso gostou e aproveitou os momentos como atacante, fazendo apenas o segundo gol no ano, Pato resolveu se aventurar como garçom. Logo aos sete minutos, o camisa 11 disparou pela ponta esquerda, como gosta Osorio, e cruzou na medida para Wilder Guisao, de quem Osorio tanto gosta, desencantar com belo cabeceio e apagar da memória as chances claras perdidas contra Ceará há dez dias e novamente contra a Ponte.

O que restou de jogo de uma equipe mais coesa, compacta e aplicada serviu para a comissão técnica dar rodagem aos garotos do elenco. Matheus Reis assumiu a lateral esquerda do ovacionado Reinaldo, Auro entrou no lugar de Wesley e Lyanco no de Hudson. Aliviado e ainda mais confiante, o São Paulo celebra a volta ao G4 com 34 pontos e só pode ser ultrapassado por Palmeiras e Fluminense neste domingo. Já a Ponte segue em 12º lugar com 27 pontos.

FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 3X0 PONTE PRETA

Local: Morumbi, em São Paulo (SP)
Data/hora: 29/08/2015, às 21h
Árbitro: Marcelo Aparecido de Souza (SP)
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho (SP) e Vicente Romano Neto (SP)
Renda/público: R$ 296.669,00/12.145
Cartões amarelos: Wilder, Thiago Mendes, Lyanco (São Paulo)
Gols: Michel Bastos, 34'/1ºT (1-0); Ganso, 4'/2ºT (2-0) e Wilder, 8'/2ºT (3-0)

SÃO PAULO: Renan Ribeiro; Hudson (Lyanco - 33'/2ºT), Rodrigo Caio, Luiz Eduardo e Reinaldo (Matheus Reis - 16'/2ºT); Thiago Mendes, Wesley (Auro - 19'/2ºT) e Ganso; Michel Bastos, Alexandre Pato e Wilder. Técnico: Juan Carlos Osorio.

PONTE PRETA: Marcelo Lomba; Rodinei, Renato Chaves, Tiago Alves (Diego Ivo - 9'/1ºT) e Gilson; Fernando Bob, Élton, Bady e Felipe Azevedo; Cesinha (Keno - 12'/2ºT) e Diego Oliveira (Léo Costa - 25'/2ºT). Técnico: Doriva.

Paulo Henrique Ganso é a personificação da goleada por 3 a 0 construída sem obstáculos pelo São Paulo sobre a Ponte Preta. Sua gana nos minutos iniciais ajudou o time a pressionar os campineiros, inclusive em lance com três chances perdidas à queima-roupa. Sua apatia momentânea causou as poucas vaias e os poucos minutos de instabilidade no Morumbi. E sua perna direita, raramente acionada, decidiu diretamente a entrada no G4 na noite deste sábado.

Talvez não tenha havido nenhum jogador tão perseguido pela torcida, principalmente a organizada, durante a recente turbulência gerada pelas três derrotas consecutivas na temporada. Ganso respondeu, primeiro, nos microfones, com classe que há tempos não se manifestava em suas entrevistas tomadas pela mesmice. Depois, na classificação contra o Ceará, na Copa do Brasil, respondeu com empenho em campo, até decretar sua "revanche" na 21ª rodada do Campeonato Brasileiro.

E o camisa 10 ainda quis contrariar um dito popular, trocando a vingança crua por uma cruel. Frio, penetrou na defesa da Ponte pela direita como se ignorasse os marcadores. Tentou soltar a canhota e parou em Marcelo Lomba, inspirado. A solução foi usar o pé direito, quase sempre adormecido, para procurar e encontrar Michel Bastos aos 34 minutos do primeiro tempo: sétima assistência do Maestro e nono gol do camisa 7 na temporada.

Na etapa final, foram precisos quatro minutos para que Ganso deixasse enterrado de vez um lance em que perdeu a bola, simulou falta e deixou ao acaso Rodrigo Caio e Luiz Eduardo na defesa. Em contra-ataque puxado por Pato, o Maestro mais uma vez se infiltrou na área campineira. O bandeira Marcelo Augusto de Carvalho não observou direito a posição do meia, que novamente se arriscou como destro para endireitar a vida de Juan Carlos Osorio: 2 a 0.

Se Ganso gostou e aproveitou os momentos como atacante, fazendo apenas o segundo gol no ano, Pato resolveu se aventurar como garçom. Logo aos sete minutos, o camisa 11 disparou pela ponta esquerda, como gosta Osorio, e cruzou na medida para Wilder Guisao, de quem Osorio tanto gosta, desencantar com belo cabeceio e apagar da memória as chances claras perdidas contra Ceará há dez dias e novamente contra a Ponte.

O que restou de jogo de uma equipe mais coesa, compacta e aplicada serviu para a comissão técnica dar rodagem aos garotos do elenco. Matheus Reis assumiu a lateral esquerda do ovacionado Reinaldo, Auro entrou no lugar de Wesley e Lyanco no de Hudson. Aliviado e ainda mais confiante, o São Paulo celebra a volta ao G4 com 34 pontos e só pode ser ultrapassado por Palmeiras e Fluminense neste domingo. Já a Ponte segue em 12º lugar com 27 pontos.

FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 3X0 PONTE PRETA

Local: Morumbi, em São Paulo (SP)
Data/hora: 29/08/2015, às 21h
Árbitro: Marcelo Aparecido de Souza (SP)
Auxiliares: Emerson Augusto de Carvalho (SP) e Vicente Romano Neto (SP)
Renda/público: R$ 296.669,00/12.145
Cartões amarelos: Wilder, Thiago Mendes, Lyanco (São Paulo)
Gols: Michel Bastos, 34'/1ºT (1-0); Ganso, 4'/2ºT (2-0) e Wilder, 8'/2ºT (3-0)

SÃO PAULO: Renan Ribeiro; Hudson (Lyanco - 33'/2ºT), Rodrigo Caio, Luiz Eduardo e Reinaldo (Matheus Reis - 16'/2ºT); Thiago Mendes, Wesley (Auro - 19'/2ºT) e Ganso; Michel Bastos, Alexandre Pato e Wilder. Técnico: Juan Carlos Osorio.

PONTE PRETA: Marcelo Lomba; Rodinei, Renato Chaves, Tiago Alves (Diego Ivo - 9'/1ºT) e Gilson; Fernando Bob, Élton, Bady e Felipe Azevedo; Cesinha (Keno - 12'/2ºT) e Diego Oliveira (Léo Costa - 25'/2ºT). Técnico: Doriva.