Cruzeiro x Figueirense

Atacante comemorou como se estivesse jogando vôlei no Mineirão (Foto: Fernando Michel/Lancepress!)

RADAR/LANCE
22/05/2016
09:45
Belo Horizonte (MG)

Autor dos dois gols do Figueirense contra o Cruzeiro, na noite de sábado, no Mineirão, o atacante Rafael Moura não perdeu a chance de alfinetar o rival mineiro. He-Man abandonou a tradicional comemoração para imitar gestos de vôlei. No final da partida, o jogador explicou os motivos.

- Tenho um respeito muito grande à equipe do Cruzeiro, mas eu não posso deixar a brincadeira de lado. Sou natural daqui de Belo Horizonte, respeito o torcedor, mas quero que entenda, é do folclore do futebol, que precisa levar alegria aos campos. Ultimamente, o Cruzeiro só tem ganhado os títulos de vôlei, é o que tenho escutado. E com o contrato com o Atlético, resolvi fazer essa brincadeira a pedido de amigos torcedores atleticanos. Acho que vale a provocação sadia, dentro de campo - comentou Rafael Moura, em entrevista à Rádio Itatiaia.

Vale lembrar que He-Man está emprestado ao clube catarinense pelo Atlético-MG, que também é seu clube do coração. A brincadeira do atacante também é feita pelos torcedores atleticanos para os rivais, que amargaram desempenhos irregulares nos últimos anos, fora da Libertadores e das finais do estadual. Em contrapartida, o Cruzeiro segue com a fortíssima equipe de vôlei, campeã de tudo que disputou.

Rafael Moura é jogador do Atlético-MG, mas sequer voltou ao clube depois que deixou o Internacional e se recuperou de uma cirurgia no pé direito, no final do ano passado. O atacante reconheceu que não era o melhor momento de voltar no início desta temporada, e aceitou ser envolvido no empréstimo para o Figueirense na negociação que levou o atacante Clayton para o Galo. Na ocasião, o jovem Dodô também foi emprestado ao time do sul.

- Muito feliz de ter feito contrato com o Atlético, sempre foi meu sonho. No ano que vem, eu volto e trabalharei lá. Teve essa situação porque eu voltava de cirurgia, eles achavam que eu não estava apto. Tivemos várias conversas. Inclusive tenho que ressaltar a importância do (Eduardo) Maluf e do Daniel (Nepomuceno), que cumpriram e honraram a questão contratual. Mas eu também não estava tão bem para iniciar uma Libertadores. Nós deixamos bem claro isso. Eles achavam que eu não jogaria em alto nível nos primeiros meses no ano e resolveram me emprestar. Aproveitaram a negociação que era a do Clayton, e colocaram eu e o Dodô como moeda de troca. Eu estou aproveitando muito, recuperado da minha lesão e mostrando meu valor para voltar ao Atlético no ano que vem – acrescentou.