Botafogo x Coruripe - Ricardo Gomes (Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo)

Ricardo Gomes conversa bastante com os jogadores para ajustar os erros (Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo)

Felippe Rocha
25/06/2016
08:00
Rio de Janeiro (RJ)

Contra o Figueirense, um primeiro tempo instável e uma avalanche de oportunidades criadas na segunda etapa. Contra o Corinthians, gol, bola na trave e chance na pequena área, no primeiro tempo; no segundo, Botafogo dominado. Contra o América-MG, ainda nem tanto tempo atrás, domínio na primeira etapa e excessiva espera pelo adversário na segunda. É a essa irregular rotina que o técnico do Glorioso quer dar fim, a partir deste domingo, no duelo contra o Internacional.

- As duas coisas: a falta de maturidade e a necessidade de trocas resultam nisso. É o que nos falta. Fazer um jogo inteiro com a qualidade do segundo tempo contra o Figueirense, do primeiro tempo contra o Corinthians. Não estaríamos nesta colocação - garante o treinador.

As substituições têm sido constantes na equipe inicial. Ricardo Gomes ainda não conseguiu repetir a escalação do time de General Severiano neste Campeonato Brasileiro. Mas ele minimiza a questão física para analisar o período inconstante e de poucos gols de seus comandados.

- As lesões não são apenas no Botafogo. Mas vai ser a pontaria melhorar que vai mudar a campanha. Pela qualidade que temos, não adianta jogarmos bem e não traduzirmos em gols. O que é jogar bem? Temos que traduzir em gols o que fizemos contra Corinthians, Figueirense... Vamos ter que continuar trabalhando e esperando que a sorte mude - explica o treinador.

Tal irregularidade faz com que pontos preciosos fiquem pelo caminho. Além do festival de chances na última rodada, contra o Vitória, o Botafogo teve o triunfo nas mãos, mas sofreu o gol de empate no final da partida. Em ambas atuando como mandante. Neste momento delicado, o lado psicólogo de Ricardo Gomes é acionado.

- Passar orientações e confiança é o principal. O time teve três ou quatro períodos, no último jogo, de qualidade. Mas a bola não quer entrar. Consequentemente, tem a perda de confiança. São seres humanos. Trabalhar essa confiança e trabalhar no campo - revela.