Camilo - Botafogo

Camilo vem sendo importante, mas nem ele dá jeito na incômoda marca do time (Foto: Vitor Silva/Sspress/Botafogo)

Felippe Rocha e Vinícius Britto
29/09/2016
08:00
Rio de Janeiro (RJ)

A imprevisibilidade é um dos fatores que tornam o futebol o que ele é. Viradas improváveis e jogos decididos nos últimos minutos mexem com a paixão do torcedor. Mas quando se trata de jogo do Botafogo, pelo menos nesta temporada, inaugurar o marcador significa muito no resultado final da partida. De todos os jogos em que saiu atrás na temporada, o Glorioso não conseguiu vencer nenhum deles. Chegou a empatar, como contra o Flamengo, na Arena da Ilha. Mas não vencer.

Em contrapartida, o time também não foi derrotado, no Brasileiro, quando inaugurou o marcador. O único revés, saindo na frente no placar, nesta temporada, foi no jogo de ida da Copa do Brasil, contra o Cruzeiro, na Arena.

Dificuldade em modificar situações adversas do jogo ou qualidade para manter os placares? Para Camilo, a questão está muito mais voltada para uma característica de jogo do futebol brasileiro atual.

- Os jogos estão difíceis e são poucas as viradas. As equipes ficam muito concentradas. Contra o América-MG, por exemplo, eles tiveram uma proposta de jogo interessante. Buscaram o gol e fizeram uma marcação forte, difícil de entrar. Tivemos outros jogos também, como contra a Ponte Preta. Realmente, sair atrás fica mais difícil para a nossa equipe. Tem que buscar o empate, ficar mais concentrado em não tomar o segundo gol e complica - admite o meia.

Seja pelo nervosismo ou pela retranca rival, o fato é que o time alvinegro encontra grandes dificuldades quando precisa reverter o placar. Nas três derrotas sofridas pelo Botafogo, no Brasileiro, com Jair Ventura no comando, o placar foi de 1 a 0. O time criou chances, como contra o Atlético-PR, na Arena, e contra o Santos, na Ilha do Governador. Mas não concluiu de forma eficiente.
Das duas, uma: ou o time resolve esta questão ou, até dezembro, precisa sair sempre na frente, no placar.