Felippe Rocha
23/11/2016
14:29
Rio de Janeiro (RJ)

Após más notícias e incômodo interno no clube, nesta quarta-feira o goleiro Jefferson e o coordenador do departamento médico do Botafogo, Luiz Fernando Medeiros, vieram a público explicar a nova cirurgia que precisará ser feita no braço esquerdo do goleiro alvinegro. O procedimento será realizado nesta quinta, depois de o feito em maio não ter cicatrizado totalmente. Fora dos campos há seis meses e, provavelmente, por mais seis meses, o arqueiro admite que não havia outra opção.

- É um momento triste, delicado, nunca passei isso na minha carreira. Mas chegamos no limite. Só uma segunda cirurgia seria possível e estou aqui para avisar isso - explicou o goleiro.

No aquecimento da primeira partida contra a Juazeirense, pela Copa do Brasil, Jefferson sentiu o braço esquerdo "mole", palavras do próprio à época. Constatada uma rara lesão no tríceps, ele foi operado e ficou seis semanas com o braço parado. A expectativa era de que perdesse o primeiro turno do Campeonato Brasileiro, mas os meses foram passando e a recuperação física e técnica não foi como esperada.

- Eu não consigo levantar do chão com o braço esquerdo. Acho que isso já diz tudo - lamenta o arqueiro, que, desta vez, vai ficar três meses sem fazer atividades com o braço esquerdo e só deve voltar a defender o Glorioso em campo no próximo Brasileirão.

O goleiro explicou que foi em consenso com o clube que procurou uma segunda opinião. A cirurgia, nesta quinta-feira, será realizada pelo mesmo Márcio Schiffer que observou a necessidade do novo procedimento, e observada por Luiz Fernando Medeiros. O coordenador do departamento médico do clube garante não ter havido precipitação para o retorno do atleta aos treinos no campo.

- Precipitação, não. Seguimos o que temos na literatura. Quando ele operou o joelho, dissemos um mês. E, joelho, já operamos vários. Nesta, operamos baseado na literatura, que é rara. Infelizmente não tivemos o resultado desejado - justifica, ampliando que a a lesão no tríceps sofrida pelo goleiro é tão rara que não há paralelo no país.

- Aqui no Brasil, não tem registro de nenhum caso. O que conseguimos é em atletas de futebol americano. E nestes atletas, pelo uso de corticoide. Nem eu, nem outros colegas aqui no Brasil fizemos esta cirurgia - pondera o coordenador médico, que foi alvo de pressões nos bastidores nas últimas semanas, pela demora no retorno do maior ídolo do atual elenco.

O novo procedimento consistirá na abertura da sutura para que se confira o estado do músculo e avaliação do que precisará ser feito exatamente. A princípio, parte da cicatrização necessária ocorreu, mas outra parte não. Isso é que provoca a dor no goleiro alvinegro.