Lançamento chapa de oposição Botafogo Futuro Alvinegro

Na ordem, Mauro Sodré, candidato a vice, e o candidato a presidente, Marcelo Guimarães (Foto: Felippe Rocha)

Felippe Rocha e Rafael Bortoloti
05/10/2017
21:20
Rio de Janeiro (RJ)

Num hotel no bairro de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, foi oficializada, na noite desta quinta-feira, a Chapa "Futuro Alvinegro", de oposição, e encabeçada por Marcelo Guimarães, candidato a presidente. Ao lado do advogado Mauro Sodré, que tenta ser o próximo vice, e com a presença de Antônio Carlos Mantuano, dirigente presente no início da gestão atual, a dupla que disputará o pleito do fim de novembro explicou as principais propostas: profissionalizar a administração do clube, ampliar outras utilizações das instalações do clube e tornar a votação às próximas eleições virtual.

- O Botafogo está cheio de profissionais que não são do ramo, mas não digo amadores. São voluntários. O cara acha que vai chegar em General Severiano às 18h e resolver todos os problemas do clube. Queremos atender bem os nossos associados e os nossos torcedores de um modo geral. Vamos ter um CEO para atender essas demandas - comentou Guimarães, que apresentou uma propostas para o Estádio Nilton Santos. 

- Vamos ter um hostel e promoções nele.  Atrações no estádio e nas vésperas dos grandes jogos.  Qualquer Arena olímpica é atração turística, menos a nossa. Temos que ter um tour com bens materiais e imateriais. É trazer a vara de um, a sapatilha de outra... e um legado imaterial como, por exemplo, uma breve história das Olimpíadas. Temos que estar no ciclo turístico da cidade - opinou, antes de completar sobre o voto pela internet.

- Temos uma torcida nacional. Vamos atender, assim, todos os nossos torcedores. Lembro quando fomos recebidos por 300 torcedores em Macapá (AP) foi lindo - lembra Guimarães, que foi diretor de marketing na gestão anterior, de Mauricio Assumpção, mas deixou o cargo com divergências.

A solenidade foi marcada também por críticas à gestão atual: Marcelo Guimarães considera que, ao se tornar candidato à vice-presidente, Carlos Eduardo Pereira descumpre palavra de que não tentaria reeleição; condenou também a antecipação de receitas.