Sassá - Botafogo x Cruzeiro

Sassá fez mais um gol, mas pouco se falou dele com a goleada sofrida (Marcelo Cortes/Fotoarena/Lancepress!)

Felippe Rocha
02/09/2016
10:00
Rio de Janeiro (RJ)

O torcedor pode escolher. Tragédia, desastre, hecatombe ou catástrofe. A noite de quinta-feira foi pavorosa para o Botafogo. Tão ruim que o placar de 5 a 2 esconde de maneira inevitável o que o time apresentou de positivo. Sim, é possível ser goleado e apresentar aspectos interessantes.

O time alvinegro não foi mal na parte ofensiva. Pelo contrário, foi valente e organizado durante todo o primeiro tempo e o início do segundo. Não foi brilhante - nem tem capacidade de ser - mas Sassá, Neilton e os laterais faziam boa partida.

Erros e acertos ficaram evidentes. Mas numa derrota dessas, como exaltar os méritos? Dois fatores contribuíram para a goleada sofrida em casa: o dia de cão de Renan Fonseca e Emerson mais a primeira substituição feita por Jair Ventura, que foi muito mal-sucedida.

O gol contra de Emerson é estranho, contudo o mais benevolente torcedor alvinegro pode perdoá-lo. Difícil é absolvê-lo pela falta de convicção no quarto gol. Impossível minimizar o desnecessário pênalti cometido pelo outro zagueiro, que também não soube afastar a bola do gol derradeiro.

Ao colocar Leandrinho no lugar de Bruno Silva, Jair Ventura quis ganhar o jogo. Abdicou do costumeiro 4-3-1-2 e passou o time para o 4-2-3-1, espelhando a equipe com a Raposa. Empatar com gol, em casa, é ruim. Mas pior ainda é perder de cinco, e não de quatro. O treinador poderia ter reconstruído o meio.

Escolhas, falhas e o óbvio mérito do adversário. Teve de tudo na Arena.