Não faltou entrega nem organização ao Vasco; faltou elenco e opções a Zé
Equipe entrou em campo com paciência, ciente do que fazer. Torcida teve fôlego para apoiar com um a menos, praticamente eliminado. O problema foi a bola no pé...

Normalmente, as análises pós-jogo do LANCE! consistem na parte tática da equipe - posicionamento, funções e desempenho costumam ser os principais pontos do texto. Porém, desta vez, será diferente. No empate do Vasco diante do Racing, em São Januário, não faltou comprometimento ou organização da equipe em campo, mas sim, um elenco de qualidade com boas opções a Zé Ricardo. O treinador ficou de mãos atadas em diversos momentos, sem alternativas para mudar a partida do banco de reservas
Logo de cara, a escalação já mostra um certo improviso. Rildo e Thiago Galhardo vivem boa fase, mas não como titulares. Ambos eram considerados talismãs do treinador, que os colocou em diversos jogos na segunda etapa, como opções para vencer o jogo. O meia, por exemplo, não começava jogando desde fevereiro, quando os principais jogadores estavam poupados contra a Portuguesa-RJ. O camisa 17 só ganhou a vaga de Paulinho por conta da lesão do garoto, já vendido ao Bayer Leverkusen.
A falta de ritmo fez com que Thiago Galhardo pedisse para sair nos últimos minutos. Mas se engana quem pensa que faltou entrega. Mesmo com um a menos - Desábato foi infantilmente expulso - e atrás no placar, o Vasco não deixou de tentar. A torcida, mesmo em baixo público, com menos de dez mil presentes, fez sua parte. Mas, além de faltar perna aos jogadores no fim do jogo, também faltou muito uma carta na manga na reserva.
Como opções ofensivas, Zé tinha Evander, Caio Monteiro e Riascos. O primeiro, camisa 10, poderia melhorar a equipe no lugar do contestado Wellington. O garoto, no entanto, tem sentido a pressão da torcida e caiu de rendimento - oscilação normal para idade. O segundo ainda precisa evoluir para fazer a diferença em uma Libertadores. E o terceiro, que entrou, tem suas limitações que, por vezes, irrita os vascaínos.
A posição de centroavante é uma carência do elenco. Se o colombiano briga com a bola em alguns jogos, o argentino Andrés Rios é diferente. O camisa 9 tem a qualidade do domínio, da parede, e de desafogar as jogadas com bom passe e tranquilidade. No entanto, falta o espírito de artilheiro e faro de gol. Ele até acertou bom chute, que resultou no gol de Wagner, mas deixa a desejar dentro da área. Vale lembrar que o contrato encerra em junho e as chances de deixar a Colina são grandes.

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