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Zaga do Cruzeiro tem falhado no jogo aéreo

Dia 27/10/2015
22:27

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A zaga do Cruzeiro demonstrou desatenção em alguns lances contra o Atlético-PR, na derrota por 2 a 1, na Arena da Baixada. Os dois gols do Furacão foram em falhas do setor defensivo, principalmente no primeiro tento, Marcinho, de apenas 1,72m, subiu sozinho e marcou de cabeça. Contra o Ceará, hoje, no Parque do Sabiá, em Uberlândia, os erros não podem ser repetidos, se a equipe deseja um resultado positivo.

A bola aérea tem sido um fator preocupante esse ano para a Raposa. Dos 19 gols que o Cruzeiro sofreu seis foram de cabeça no Brasileirão – Contra Atlético-PR, Internacional, América, Santos, Fluminense e Figueirense (contra de Marquinhos Paraná). O problema havia sido erradicado na era Joel Santana, mas reapareceu nas duas últimas derrotas. Para o zagueiro Gil, é apenas uma situação de jogo, não uma falha no fundamento.

- Acho que isso é normal. Situação de jogo. Às vezes, defendemos bem 85 minutos e nos cinco finais toma um gol de bola parada, jogada aérea... Temos conversado que bola aérea decide jogos. Então, trabalhamos no (fundamento) que precisa. Estamos focados pra trabalhar nisso e conseguir a vitória – destacou Gil.

O defensor considera que a falta de continuidade de uma mesma dupla no setor defensivo tem atrapalhando no entrosamento dos jogadores escolhidos para a titularidade. Não há sequência na zaga devido às convocações de Victorino, lesões e suspensões dos atletas do setor.

- É muito relativo. A cada rodada tem jogadores pendurados, machucados, opção do treinador. Acaba atrapalhando até por entrosamento. Tem que ser na conversa. Mas estamos buscando um jeito ideal pra conseguir sequência de vitórias – ressaltou.

Gil já está atento aos desafios que a zaga do Cruzeiro enfrentará contra o Vozão. Ele sabe que a dupla rival tem características que se complementam, e pede atenção especial com os atacantes cearenses.

- O professor (técnico Joel Santana) ainda vai passar (a melhor forma de marcá-los) para o time. O Osvaldo é rápido, Nicácio é jogador de área, merecem atenção especial. O Ceará está numa crescente no campeonato. Tem feito bons jogos dentro e fora de casa. Temos que tomar cuidado para não sermos surpreendidos – disse.

Gil retorna ao setor

Depois de duas rodadas assistindo aos jogos do Cruzeiro pela televisão, o zagueiro Gil deve voltar aos gramados diante do Ceará, em Uberlândia.. O defensor cumpriu suspensão – pelo terceiro cartão amarelo e expulsão – contra o Avaí e Atlético-PR. O jogador deverá voltar a formar dupla com Naldo, que, entretanto, falhou nos dois gols do Furacão, na quarta-feira passada.

Gil demonstra tranquilidade para o seu retorno ao setor defensivo. No entanto, o próprio jogador não sabe se ele volta ao time titular. De qualquer forma, o zagueiro se coloca à disposição do técnico Joel Santana para auxiliar da forma que puder.

- Estou tranquilo. Vamos esperar a decisão do professor (técnico Joel Santana). Fiquei duas rodadas fora. Estou voltando agora. Se o professor precisar de mim, estarei apto para ajudar. Se não precisar, estarei ajudando da forma que puder – afirmou.

Substituto de Anselmo Ramon indefinido

O técnico Joel Santana faz mistério em relação ao substituto de Anselmo Ramon, suspenso por ter sido expulso na derrota, 2 a 1, para o Atlético-PR, na quarta-feira passada. O treinador estuda colocar uma opção de velocidade ao lado de Wellington Paulista, que já está confirmado no setor para a partida de hoje contra o Ceará. O paraguaio Ortigoza e o jovem Sebá brigam pela vaga. Reis corre por fora.

Ortigoza tem maior chance de começar a partida, devido a sua experiência e por já ter começado algumas partidas como titular sob o comando de Joel. O atacante revela que tem trabalhado duro para conquistar o seu espaço entre os 11 preferidos de Papai Joel.

- Sempre trabalho para tentar ganhar a confiança do professor. Tento mostrar serviço para que ele perceba o meu trabalho e possa me dar oportunidade – disse.

Ortigol já projeta uma dupla com WP9. O paraguaio acredita que as características distintas de ambos podem se encaixar contra o Ceará.

- Eu e o Wellington (Paulista) temos características diferentes. Ele é centroavante fixo, e eu atuo mais pelos lados. Vamos tentar jogar bem

Victorino pouco jogou no Brasileirão

Convocações e lesões impediram Victorino de atuar com maior constância durante o Campeonato Brasileiro. Apontado por muitos especialistas como o melhor defensor disponível no elenco da Raposa, o uruguaio atuou apenas na derrota, 2 a 1, para o Fluminense, ainda na terceira rodada. Após essa partida, sentiu uma contusão e foi para a seleção uruguaia, que se sagrou campeã da Copa América na Argentina.

No torneio sul-americano, em partida contra os donos da casa, nas quartas de final, Victorino sentiu um estiramento muscular na coxa direita. Lesão que ele ainda não se recuperou. A esperança celeste é que o defensor esteja à disposição de Joel Santana no próximo final de semana, para o clássico contra o Atlético. E que as lesões parem de atrapalhar a sequência do atleta com a camisa cruzeirense.

Cribari ainda não teve oportunidade

O zagueiro Emílson Cribari chegou ao Cruzeiro no dia 8 de julho com um currículo vasto no futebol italiano, tendo atuado na Udinese, Lazio e Napoli, entre outros. Na chegada, ele falou que precisaria de pouco tempo para adquirir condição física para atuar na Raposa. Contudo, o defensor não teve oportunidade de entrar em campo ainda neste ano.

O jogador tem seguido apenas a rotina de treinos na Toca da Raposa II e tem sido utilizado para completar o banco de reservas em alguns jogos. Mas o técnico Joel Santana não o utiliza nem quando os titulares estão suspensos ou lesionados. Atualmente, pode-se considerar Cribari como apenas o quinto zagueiro no plantel cruzeirense, ficando atrás de Victorino, Gil, Naldo e Leo.

 Enfrentar o Ceará em MG é prenúncio de vitória

O Cruzeiro enfrentou o Ceará em Minas Gerais em apenas duas ocasiões e saiu vencedor em ambas. A Raposa, em 1971, goleou o Vozão por 6 a 0 no Mineirão, pelo Campeonato Brasileiro. Já ano passado, no retorno do time de Fortaleza à elite do futebol brasileiro, nova vitória e sem sofrer gols: 2 a 0 na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas. No retrospecto geral do duelo, nove partidas, são quatro vitórias celestes, três empates e dois triunfos cearenses.

Outro fator positivo é o desempenho celeste em Uberlândia. Na cidade do Triângulo Mineiro, a Raposa já venceu 20 partidas, empatou seis e perdeu outras seis em 32 confrontos. As redes adversárias foram balançadas 68 vezes, e o Cruzeiro sofreu apenas 35 gols.

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