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Wagner Caldeirão: uma história de oportunidades

Wagner no Lata Velha do Caldeirão do Huck (Frames: Reprodução/TV Globo)
imagem cameraWagner no Lata Velha do Caldeirão do Huck (Frames: Reprodução/TV Globo)
Dia 28/10/2015
05:38

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A história de Wagner Caldeirão até hoje pode ser definida em uma palavra: oportunidade. Com um caminho iluminado e repleto de pessoas que lhe ofereceram a chance de ser melhor, o lutador segue a cada dia aproveitando todas as situações de sua vida que podem o levar à felicidade.
Com 19 anos, Wagner começou a treinar muay thai e competir no amador, quando de repente, foi chamado para uma luta de MMA e deu conta do recado: nocauteou seu oponente com 30 segundos.

Em 2009, prestes a fazer seu terceiro combate, o atleta teve a oportunidade de participar do ''Lata Velha'', quadro do Caldeirão do Huck que transformaria seu carro, que estava aos pedaços, e sua vida:

- Minha mãe mandou uma carta para o Luciano, falando sobre o meu carro. Enquanto eu estava me preparando para lutar, ele apareceu lá em casa, com a equipe do ''Lata Velha''. Fui para o Rio, depois voltei, fui campeão do GP que participei e depois de uma semana fui no programa de novo. Aquilo tudo foi inesquecível e mudou minha vida - disse Wagner, emocionado.

Depois que seu carro, um Mavericks 75, foi reformado, o atleta recebeu o convite que mudaria de vez sua vida: no palco do ''Caldeirão do Huck''uma lenda lhe estendeu a mão:

- Luciano me apresentou ao Minotauro, que me convidou para fazer um teste na Team Nogueira. Fiz o teste, passei, e vim para o Rio. Depois dos primeiros sete meses na academia, venci meu adversário em 30 segundos - conta o lutador.

No dia 19 de maio, o paulista nocauteou Aldo Sultão em apenas 20 segundos. Com o feito, Wagner Caldeirão foi contratado pelo UFC e fará sua estreia dia 4 de agosto, contra Phil Davis.



Apelido veio em treinamento com Anderson Silva

O apelido de Wagner pode ser óbvio por conta da passagem do lutador pelo programa de Luciano Huck. Porém, o modo como o lutador começou a ser chamado por Caldeirão, foi durante um treino 'perigoso' com Anderson Silva.

- Eu estava fazendo sparring com o Spider na Team Nogueira, e minha função era pressionar o campeão. Perigoso, né. Pensei: se eu bater forte, ele vai me matar (risos). Todos começaram a me incentivar. O Edelson, nosso professor de boxe, gritou para me chamarem de Caldeirão. Quando vi, a cademia toda estava cantando. Vai, Caldeirão! - explicou o atleta, que ainda completou:

- Ninguem sabia meu nome na academia. Antes, eu era Wagnão. Hoje, só me chamam de Caldeirão - concluiu.

Bate-bola com Wagner Caldeirão

Como você recebeu a notícia do contrato com o UFC? Você já esperava?

A gente treina e luta sempre com o pensamento no UFC. Todos os treinos que fazemos, é pensando em um dia chegar nisso. Meus companheiros já estavam esperando isso pra mim. Uma semana depois de vencer minha última luta, no dia 19 de maio, recebi o e-mail do meu empresário. Fiquei muito feliz e empolgado com o acerto.

Qual a importância dos irmãos Nogueira para sua carreira até aqui?

Dou toda e qualquer importância a eles. Eles me adotaram. Eu tinha apenas duas lutas, era um peso pesado e me adotaram. Me deram toda a estrutura para poder treinar. O Minotouro tem me ajudado muito ultimamente por conta da preparação para a luta. Ele já enfrentou o Phil Davis e está me dando umas dicas.

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