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Visita de Marcos Assunção muda rotina da Fundação Casa

Caio - Botafogo (Foto: Satiro Sodré/Agif)
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Dia 28/10/2015
05:56

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A manhã desta terça-feira não foi diferente apenas para o volante Marcos Assunção, do Palmeiras. Os cerca de 28 jovens da Fundação Casa de Osasco quer tiveram a oportunidade de conhecê-lo também passaram por momentos especiais. Sempre em ordem e sem criar qualquer confusão, os meninos não esconderam a ansiedade com a presença do palmeirense. Outro motivo que gerou muita curiosidade foi a presença da imprensa. Era difícil esconder a curiosidade diante de tantas câmeras e microfones.

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Os jovens souberam da visita do volante no dia anterior. Dos 110 internos da unidade de Osasco, 28 foram escolhidos para conversar com o camisa 20 do Verdão. Após organizarem a quadra, onde ocorreu o bate-papo, e se arrumarem, só faltava a presença do atleta. E por volta das 11h, Marcos Assunção chegou.

- É a primeira vez que recebemos um jogador. Eles estão empolgados. Os jogadores são exemplos de perseverança e disciplina - afirmou Gilcélia Cristina Lopes Alvim, diretora do local.

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- É importante descobrir quem são esses adolescentes. Tiveram uma vida dfícil. Quando eles vem para cá, têm uma recuperação rápida. Eles querem se desenvolver e mostrar isso para a sociedade - completou.

Dos 28 meninos, apenas um era palmeirense. Internado há nove meses, o jovem de 17 anos não conseguia esconder o nervosismo.

- É uma emoção. Nunca fui no estádio. Quando tem jogo aqui, fico até meio assim. Quando meu pai vier, vou falar que o Marcos Assunção veio e ele não vai acreditar. O que ele nos falou éuma lição de vida. Ele batalhou muito para chegar onde está. Com força de vontade, a gente atravessa qualquer barreira - disse.

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- Vou falar para ele fazer um gol no próximo jogo. Quando eu sair, espero voltar apara a escolinha na qual eu jogava. Atuava como lateral-esquerdo do Flamengo de Embu-Guaçu - completou.

Já outro palmeirense chegou atrasado. Tudo porque estava em uma oficina de panificação. No local há sete meses, o menino de 18 anos é goleiro, mas pensa em seguir outros caminhos.

- Já vi ele jogando. Sou goleiro. No mês passado, disputamos o campeonato regional. Nem sei o que falar para ele. Se ele batesse uma falta em mim, tentaria fazer o meu melhor. Aqui, a gente faz um projeto de vida. Coloquei outra profissão, não jogador: mecânico ou trabalhador da construção civil - declarou.

Após o bate-papo, Marcos Assunção ainda bateu bola com alguns garotos. Em seguida, aproveitou para conhecer as instalações do local. Sempre interessado e com momentos de emoção ao relembrar de seu pai, o camisa 20 agora espera transformar a vida desses garotos.

- É muito importante esse contato, não apenas com o torcedor, mas com essa molecada. Nós jogadores temos uma vida privilegiada e nos sobra tempo. É importante ajudar não só eles. Não levamos uma vida de trabalhador normal, que sempre vai trabalhar e fica oito hojes no trabalho. Smepre que puder ajudar, será um prazer. Não é um sacrifício - afirmou o palmeirense.

Realmente a manhã de quarta-feira foi especial. Para Marcos Assunção, os garotos e todos os presentes. O volante está de parabéns.

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