Veto a Oswaldo faz 'ressurgirem' poderes de Comitê do Santos. Entenda!
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O nome de Oswaldo de Oliveira como novo técnico do Santos foi rejeitado pelo Comitê de Gestão do clube na manhã desta sexta-feira. O órgão vetou o técnico em encontro ocorrido na Vila Belmiro, por 7 votos a 2 - apenas o presidente Modesto Roma e seu vice, César Conforti, posicionaram-se favoravelmente. Não é a primeira vez que uma decisão desse colegiado tem um grande impacto na vida do clube. Um dos exemplos anteriores foi a novela Ganso, com a venda do jogador para o São Paulo. A aprovação de todos os detalhes precisou passa por esse corpo diretivo e isso aconteceu em vários capítulos.
Mas afinal como funciona esse conselho e quais são suas atribuições?
Conforme o artigo 60 do Estatuto Social do Santos Futebol Clube, o Comitê de Gestão, criado na gestão de Luis Alvaro de Oliveira, em 2011, é o "orgão colegiado responsável pela administração e gestão executiva do Santos". É no artigo 64, que trata da competência do colegiado, que está expresso o papel do Comitê na contratação e dispensa de técnico e outros membros da comissão técnica, assim como de jogadores e outros funcionários. Essa tarefa está expressa no alínea d dessa parte do documento:
"(d) Contratar, dispensar, fixar os vencimentos e/ou a remuneração dos funcionários, dos atletas profissionais, dos membros da comissão técnica, e de todos quantos prestem, sob qualquer natureza, serviços ao SANTOS"
O presidente do clube, que é também quem preside o comitê e nomeia sete dos nove membros do órgão (os outros dois são ele próprio e seu vice, que ocupam os mesmos cargos no colegiado), tem a prerrogativa do "voto de qualidade", o tradicional voto de minerva, caso haja empate em alguma deliberação. Por isso, Modesto teve que acatar a rejeição a Oswaldo após enviar o Superintendente de Esportes, Dagoberto Santos, até o Rio para tratar com o treinador.
- As coisas aqui são democráticas e muita gente não gosta de anunciar uma decisão dessas, com parmegiana e transparência. Temos um profundo respeito ao professor Oswaldo de Oliveira, chegamos a discutir a vinda dele, estávamos negociando, mas agora chegamos à decisão, entre todos nós, que era o momento de se continuar com o Marcelo Fernandes, que tem todo o grupo junto com ele, respeito de todos os atletas - declarou Modesto à reportagem do SporTV após a decisão.
Apesar de dizer que o clube é democrático, Modesto se disse contrário ao Comitê durante a campanha presidencial, no fim do ano passado. O então candidato defendia o fim desse órgão, mas para isso precisa mudar o estatuto. Neste ano, conforme mostrou reportagem do LANCE!, Modesto não vinha consultando o comitê para decisões importantes, como contratações e empréstimo, e houve membro que ameaçou recorrer ao Conselho Deliberativo por descumprimento do estatuto.
No trecho que discorre sobre as atribuições do presidente, no artigo 65 alínea e, determina-se que o dirigente tome "efetivas as decisões do Comitê de Gestão, desde que consistentes com as suas próprias convicções e o melhor interesse do Santos". O tópico, porém, é omisso em relação à possibilidade de veto.
Entre as múltiplas atuações do comitê também está "autorizar a compra, venda ou empréstimo dos direitos federativos e/ou econômicos de atleta profissional", segundo o item G do mesmo artigo. Por isso, até mesmo a polêmica aquisição do atacante Leandro Damião e a venda de Ganso para o São Paulo, ambas acontecidas na gestão de Laor e Odílio Rodrigues, passaram por essa aprovação também.
Confira o nome de todos os membros do Comitê de Gestão do Santos:
Modesto Roma Júnior (Presidente)
César Conforti (Vice-presidente)
Lourenço Lopes
José Renato Quaresma
José Macedo Reis
Gastone Righi
Rodrigo Marino
Paulo Roberto Dias
Jorge Corrêa da Costa
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