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Valeskinha, a única remanescente do primeiro título da Unilever

Time do Grêmio vencedor da Libertadores de 95 (Foto: Divulgação)
imagem cameraTime do Grêmio vencedor da Libertadores de 95 (Foto: Divulgação)
Dia 28/10/2015
05:44

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Heptacampeã da Superliga Feminina de Vôlei, a Unilever tem em seu elenco na edição 2012-2013 da competição apenas uma jogadora que esteve presente na primeira conquista, em 1997-1998. Trata-se da central Valeskinha, de 36 anos, que nesta sexta-feira estará em quadra, às 20h (de Brasília), para ajudar sua equipe a buscar a terceira vitória, em três partidas, no torneio nacional. O adversário será o Pinheiros, em São Paulo.

– Nem lembrava disso. Faz tempo, né (risos)? É muito legal, sinal de que eu deixei uma boa impressão na minha primeira passagem, e por isso me chamaram de volta – afirmou Valeskinha, que jogou ao lado da hoje veterana Érika e da aposentada Fernanda Venturini.

A central jogou no então Rexona, com sede em Curitiba (PR), por três temporadas. Conquistou dois títulos da Superliga e ficou com um vice. Em 2000, se transferiu para o Flamengo e depois defendeu outras equipes. Ela só voltou para seu antigo time, agora sob o nome de Unilever e com sede no Rio de Janeiro, em 2010. E foi novamente campeã logo na primeira temporada do retorno.

Mas por muito pouco Valeskinha não teve essa história de conquistas. Em 1997, então no Pinheiros, ela estava de malas prontas para os EUA. A central recebera uma proposta para jogar vôlei por uma universidade de Washington D.C. e ia aproveitar a oportunidade para estudar.

– Só que o Bernardinho (técnico) veio falar comigo e me convenceu a integrar o projeto em Curitiba. E minha mãe (a ex-atleta Aída dos Santos) também foi importante nessa decisão – disse a central.

Nesta sexta-feira, justamente contra o Pinheiros, Valeskinha faz questão de ressaltar que as partidas consideradas de menor dificuldade podem se tornar complicadas caso as jogadoras não entrem concentradas:

– Temos de estar determinadas para fechar o jogo em 3 a 0, de preferência. Qualquer ponto perdido pode fazer falta na classificação final.

Praia Clube e Sesi-SP duelam pela liderança

Com duas vitórias cada, Banana Boat/Praia Clube (MG) e Sesi-SP duelam nesta sexta-feira pela liderança da Superliga Feminina. O confronto será às 19h30, no ginásio do Praia Clube, em Uberlândia. A outra equipe que também soma duas vitórias na temporada é a Unilever.

Para o técnico do Praia Clube, Spencer Lee, a ajuda dos torcedores será importante para o desempenho de suas jogadoras.

– O Sesi montou um elenco para ser finalista, com quatro campeãs olímpicas e uma bicampeã. Em casa, com a ajuda dos torcedores, somos fortes. Mantivemos oito atletas, o que ajuda bastante no trabalho – disse o treinador.

Pelo lado paulista, o técnico Talmo de Oliveira afirmou que suas atletas já evoluíram desde o jogo de estreia. Segundo ele, a regularidade será fundamental para a equipe que quiser sair vitoriosa hoje.

– Estamos nos preparando para um jogo difícil e importante. Precisamos de regularidade em todos os fundamentos. Nossa equipe já apresenta uma evolução e queremos a vitória em Uberlândia – disse Talmo.

Também se enfrentam nesta sexta-feira Rio do Sul e Vôlei Amil, às 20h15, no Artenir Werner, em Rio do Sul (SC), e São Bernardo e Usiminas/Minas, às 21h, no Baetão, em São Bernardo (SP). São Cristovão Saúde/São Caetano e Sollys/Nestlé jogam no sábado, às 19h30, no Lauro Gomes, em São Caetano (SP).


Bate-Bola

Valeskinha
Central da Unilever, em entrevista ao LANCE!Net

Além do Bernardinho, sua mãe teve papel importante na sua decisão de ficar no Brasil, certo?
Sim, ela falou para eu tentar. Disse que a faculdade continuaria lá. E que se não desse certo, então eu iria para os EUA. Eu já tinha mandado meu currículo e ia fazer a prova. Acabou que nem paguei e não fiz a prova. Minha irmã que foi três anos depois e está lá até hoje.

E por que você tinha decidido ir jogar no vôlei universitário dos EUA?
Era para dar uma espairecida. Uma amiga tinha ido cursar business e eu achei legal. Queria fazer algo diferente. Agora já nem é mais o que penso em fazer. Cursei fisioterapia um ano e pensei em jornalismo.

Quais as diferenças do projeto naquela época para atualmente?
Em 1997, era o início do projeto, numa outra cidade. Era a menina dos olhos da prefeitura de Curitiba, que desejava expandir o esporte para além do futebol. A cidade nos acolheu muito bem e o ginásio estava quase sempre lotado.

Vocês esperavam a conquista da Superliga no primeiro ano?
Como era uma equipe nova, pensávamos em ficar entre as quatro melhores. Mas durante o torneio vimos que o título era possível.

 

A carreira de Valeskinha:

As equipes:
Rexona (1997-2000); Flamengo (2000-2001); BCN/Osasco (2001-2003); Finasa/Osasco (2003-2007); Novara, da Itália (2007-2008); Karsiyaka, da Turquia (2008-2009); Galatasaray, também da Turquia (2009-2010); e Unilever de 2010 até hoje.

Títulos da Superliga:
São três pelo Rexona: 1997-1998, 1999-2000 e 2010-2011. Um pelo Flamengo: 2000-2001. Um pelo BCN/Osasco: 2002-2003. E dois pelo Finasa/Osasco: 2003/2004 e 2004/2005.

Outras conquistas:
Valeskinha defendeu a Seleção e foi campeã olímpica em Pequim-2008. Ganhou três Grand Prix (2004, 2005 e 2008), uma Copa dos Campeões (2005) e foi vice da Copa do Mundo (2003).

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