Timão não marca fora de casa há 399 minutos. E na Vila?

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Tite sabe que a vaga na decisão da Libertadores passa diretamente por um bom resultado hoje à noite na Vila. O que seria um bom resultado? Vitória ou empate com gols. Menos pior? Um revés por diferença mínima e com gol marcado como visitante. Mas, pelo retrospecto, dificuldade é que não faltará.
O último gol do Corinthians como visitante foi há 399 minutos (!). Naquela tarde de domingo de 15 de abril, em Campinas, ainda pela 1fase do Paulistão, Chicão e Welder fizeram os gols do triunfo sobre a Ponte.
Os 39 minutos restantes após o gol do lateral-direito no segundo tempo foram somados aos confrontos fora de casa contra Emelec (0x0), Vasco (0x0), Atlético-MG (0x1) e Grêmio (0x2), que também não teve gol.
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A situação preocupa o treinador que, nos dois confrontos mata-mata no torneio sul-americano, viu sua equipe empatar sem gols quando atuou como visitante e fazer o resultado no Pacaembu, respectivamente, por 3x0 (Emelec, pelas oitavas de final) e 1x0 (Vasco, pelas quartas).
– A ideia é essa (fazer gol na Vila Belmiro), mas pode ser igual aos outros dois jogos também – afirmou Tite, lembrando dos confrontos anteriores, quando passou em branco no jogo de ida e conseguiu se classificar diante da Fiel no Pacaembu.
– Queremos buscar a criação, gosto de olhar assim: tomar a bola, criar e finalizar. Se não criar, não tem como finalizar – completou.
Esse jejum corintiano como visitante tem duas explicações. A primeira é a postura mais retraída e defensiva, que visa não ser vazado para não perder e ter a necessidade de uma vitória simples em casa. A segunda, sem dúvida, pela má fase dos principais atacantes, que não vêm colocando a bola nas redes.
JEJUM DO TIMÃO FORA DE CASA
Ponte Preta 1x2 Timão (39 minutos)
15 de abril – Último gol como visitante. Chicão e Welder marcaram. O segundo gol, do lateral, foi aos 6 do 2º tempo.
Emelec 0x0 Timão (90 minutos)
2 de maio – Em Guaiaquil, time não fez e não levou após 90 minutos. Árbitro irritou jogadores.
Vasco 0x0 Timão (90 minutos)
16 de maio – Mais 90 minutos em branco em São Januário. No fim, empate.
Atlético-MG 1x0 Timão (90 minutos)
27 de maio – No primeiro jogo como visitante no Brasileirão, nada de gol...
Grêmio 2x0 Timão (90 minutos)
10 de junho – Equipe também não balan-çou a rede dos gaúchos no Olímpico.
BATE-BOLA
Tite, treinador do Timão em coletiva no CT Joaquim Grava
Como você analisa essa possibilidade de o Santos contar com Ganso no confronto da Vila Belmiro?
É difícil responder, não quero. Isso aí passa pelo cunho médico seguramente. Pelo que conheço do Muricy e do Ricardo Rosa, eles não iam colocar um atleta com risco de lesão grave. Até pela importância do jogo. É mais uma questão de departamento médico do que de preparação física ou de parte técnica.
Se Ganso não jogar, quem joga?
O Léo não vai jogar porque já foi meia no domingo, não vai começar o jogo. Se não for o Ganso, é o Alan Kardec no meio-campo, com Borges ou Rentería na frente. Eu afirmo!
Como você fará para minimizar essa dúvida em relação à preleção que é feita para seus jogadores?
A escalação tem que vir, legalmente, 40 minutos antes do jogo. E é primeiramente a equipe locatária que passa. Dá para fazer palestra e sobra muito tempo para orientar.
Você está pilhado como nas fases anteriores ou mais tranquilo?
Estou pilhado, sim. É meu normal. Se eu estiver sentado no banco só olhando, tem alguma coisa errada. É a única forma que eu tenho de ficar focado. É um jogo muito importante para o clube e para nós.
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