Sem sonhar em ser ídolo, Lincoln busca sequência no Verdão

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Todo jogador sonha em se tornar um ídolo. Com Lincoln, não é diferente. Sem ainda ter deslanchado no Palmeiras, o meia quer, primeiro, buscar uma sequência de jogos para, então, mostrar todo seu potencial, conquistar títulos e, se tudo der certo, ter o nome marcado na história do clube.
No Verdão desde fevereiro do ano passado, o camisa 99 espera, finalmente, deslanchar no Brasileirão. Na rodada passada, na goleada por 5 a 0 diante do Avaí, o jogador já conseguiu um bom desempenho. Com um gol e algumas boas jogadas, o palmeirense foi um dos destaques na goleada. Tanto que até recebeu elogios do técnico Luiz Felipe Scolari logo após a partida.
- (Virar um ídolo) não é o meu principal objetivo. Quero jogar bem, ter essa confiança comigo e passar isso para o companheiro que está ao meu lado para ele me dar a bola e saber que vou fazer algo bom, em prol do grupo. Nunca fui um jogador que pensei muito em mim. Acho que dá até para ver isso. Ficar aparecendo não é o meu forte - afirmou o meia, ao LANCENET!.
TV LANCE! bate um papo com meia Lincoln
Realmente, Lincoln não gosta muito de ser o centro das atenções. Dificilmente aparece para dar entrevistas. E mesmo quando se destaca em um jogo – como contra o Linense, pelo Paulistão deste ano –, ele prefere dividir os méritos com os demais companheiros do time.
Querido por todos, o meia não se arrepende de ter acertado com o Palmeiras. Mesmo com tantas dificuldades desde a chegada ao clube: lesões musculares, dívida da diretoria (leia mais ao lado), ser colocado como moeda da de troca, poucas chances entre os titulares...
- Vocês me conhecem no dia a dia, sou uma pessoa feliz no Palmeiras, mesmo com tudo pelo o que passei. Meu ambiente é muito bom, e gosto da cidade - declarou.
O camisa 99 tem contrato até o fim do ano. As conversas por uma renovação ainda não começaram. Tudo vai depender de como a temporada terminar. Mas a preocupação, agora, é se manter como titular. O resto é consequência de um bom trabalho. Com títulos e bons jogos, dá para pensar na prorrogação e em se tornar ídolo do Verdão.
Dívida ainda não foi paga
Sem saber se vai ter seu contrato renovado, o meia Lincoln aguarda a resolução de outro imbróglio com o Palmeiras. O clube ainda não quitou a dívida de um milhão de euros (cerca de R$ 2,3 milhões) com o jogador. Isso porque, ele pagou parte de sua liberação do Galatassaray (TUR) em fevereiro de 2010.
- A gente conversou uma ou outra vez. Não gosto de passar as minhas coisas ao público até porque é algo interno. Até hoje, não foi acertado, mas também não estou aqui criando nenhum tipo de polêmica. Tenho de acreditar nas pessoas que me pedem confiança. Então, confio no (presidente Arnaldo) Tironi e no (vice de futebol, Roberto) Frizzo - explicou o camisa 99 do Verdão.
Sem pensar nos problemas fora de campo, Lincoln deve finalmente ter uma sequência. Na quinta-feira, Felipão manifestou a vontade de mantê-lo entre os titulares para o jogador conseguir recuperar o ritmo.
Confira um bate-bola exclusivo com Lincoln:
LANCENET!: Como foi ter voltado ao time titular na última rodada do Brasileiro?
LINCOLN: Foi importante. Fiquei até surpreso de começar jogando, porque o Felipão não tinha adiantado nada. A expectativa é ter uma sequência, é o que eu sempre quis. O ritmo ainda não é o ideal. Mas estou esperançoso de jogar um tempo maior.
LNET!: O que você precisa fazer para se manter entre os titulares?
L: Não sou muito de fazer promessa, mas trabalho para isso (se manter entre os titulares). Profissionalismo nunca faltou e nunca vai faltar. Por onde passei, foi assim.
Ficou chateado quando o Felipão disse que você poderia se tornar uma moeda de troca?
L: A gente sente, porque de repente você passa a não fazer mais parte. Mas não fiz nada de anormal e continuei treinando, trabalhando. Todos viam meu esforço no dia-a-dia. Sou funcionário do Palmeiras e fazia o que exigiam nos treinos.
Dá para fazer a torcida esquecer o Valdivia momentaneamente, enquanto ele está na Copa América?
L: Esse não é meu objetivo. Valdivia é um amigo. Os torcedores ainda gostariam de nos ver junto, parte da imprensa também. Não estou aqui para fazer a torcida esquecer dele, pelo contrário. Estou aqui só para somar. Vamos tentar somar juntos. Sempre tive grandes amizades com jogadores da minha posição. Ele é mais um grande amigo.
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