Sem Andrés, diretoria extinta vira novo trunfo político para Marin

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A fritura e consequente demissão de Andrés Sanchez da direção de Seleções da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) aumentam as possibilidades de José Maria Marin, presidente da CBF, no xadrez político da entidade. Pelo estatuto da CBF, apenas 10 diretorias estão garantidas (acima desse número, é necessária uma aprovação em assembleia para que uma nova seja criada).
Com a extinção da pasta que cabia ao ex-presidente do Corinthians, Marin vê Andrés longe e ainda ganha uma carta na manga para negociar alianças ou acomodar forças políticas no comando.
Por enquanto, apenas nove diretorias responderão ao presidente, mas esta brecha poderá fazer com que uma nova diretoria, agora com uma pessoa fiel a ele no comando, seja criada pelo cartola da CBF.
Com a provável volta de Carlos Alberto Parreira à CBF, ele teria atribuições iguais a de Sanchez, mas um cargo diferente no crachá. Com esta cadeira na diretoria vaga, Marin ganha força nas articulações políticas que fizeram com que o substituto de Ricardo Teixeira debelasse o movimento de federações rebeldes que tentaram emplacar nova eleição à presidência.
Neste cenário, Marin ganha poder de barganha, mas a saída de Sanchez representa menos diálogo com o ex-presidente Lula, o elo que poderia tentar aproximar Marin da presidente Dilma Rousseff.
Caberá ao deputado Vicente Cândido (PT-SP), sócio de Marco Polo del Nero, vice da CBF, em um escritório de advocacia, intensificar o lobby no Planalto.
MUDANÇAS
Até o final de 2012, é improvável que qualquer outra troca significativa das diretorias aconteça. No ano que vem, porém, a tendência é que Reinaldo Carneiro Bastos, braço direito de Marco Polo del Nero na Federação Paulista de Futebol, ocupe uma cadeira com mais peso, que
pode ser a vaga de Virgílio Elísio, diretor de Competições da CBF.
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