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Seleções africanas teriam abandonado o jogo bonito e ofensivo?

Dia 27/10/2015
22:23

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Brasil e Argentina encontraram, durante a semana, dois adversários que abusaram do direito de parar o jogo com faltas. Foram, respectivamente, 17 de Gana e 19 da Nigéria, em jogos amistosos.

Na última segunda, Neymar foi vítima de um rodízio de faltas dos ganenses. Um dia depois, antes de fugir da marcação com a habitual arrancada, Messi foi obrigado a deixar o campo para ser atendido.

- Doía em mim cada pancada que ele tomava - relatou o atacante Higuaín, companheiro da Pulga.

No caso da Seleção Brasileira, não foi a primeira vez que o time encontrou um rival tão faltoso. Na Copa de 2010, até o comedido Kaká perdeu a cabeça com as infrações recebidas da Costa do Marfim e acabou sendo expulso.

Os africanos abriram mão do estilo ofensivo, alegre e quase anárquico para adotarem a obediência tática em primeiro lugar? Anular as jogadas do adversário tornou-se mais importante do que atacar?

Segundo o técnico Márcio Máximo, que trabalhou à frente da seleção da Tanzânia e na Europa, a nova configuração não descaracteriza o futebol da África.

- Os jogadores saem muito cedo. É claro que se acostumam com a velocidade do jogo e assimilam as características da Europa. Mas a improvisação também faz parte do jogo. A capacidade de criação nunca será abortada dos africanos e sul-americanos -  justificou, apontado a migração para o Velho Continente como o fator responsável pela mudança da postura.

Em campo, os resultados da transformação ainda não apareceram. As seleções continuam sendo derrotas pelas potências mundiais e não conseguiram ultrapassar as quartas de final de um Mundial. No ano passado, com exceção de Gana, os times ficaram na primeira fase.


Márcio Máximo - Treinador que trabalhou na Tânzania e conhecedor do futebol africano

1- Por que o futebol das seleções africanas tornou-se tão violento?

Hoje, a maioria dos africanos está na Europa. O jogador acaba assimilando o estilo do continente. E foi isso o que aconteceu. Redução de espaço e marcação são as diretrizes. Parece mais violento, mas, na verdade, tem apenas mais contato.
Não são seleções desleais.

-2- A queda de rendimento dos africanos não coincide com esta mudança do estilo de jogo?

O que acontece? Falta paciência aos dirigentes africanos. Eles pensaram que só os jogadores resolveriam em campo. Na última Copa do Mundo, as seleções trocaram o treinador em cima da hora e acabaram pagando por isso. Gana, que manteve o treinador há dois anos, foi às quartas de final.

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