Roth e Renato criticam pontos corridos

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Implementado no Brasil desde 2003, o Campeonato por pontos corridos enfrenta problemas a cada final de ano. Há algum tempo, polêmicas sobre entrega de jogos e colocação de times reservas vem pipocando na imprensa especializada. E quem paga o pato é a fórmula.
Em um dos Estados onde a rivalidade é mais forte no Brasil, dois técnicos que costumam estar de lados opostos fazem uma trégua e se unem nas críticas. Celso Roth, treinador do Inter, e Renato Gaúcho, comandante do Grêmio, unificam o pensamento: como está não pode continuar.
Campeão da Libertadores com o Inter, Roth diz que não cabe à técnicos e jogadores mostrarem a solução. Os dirigentes precisam se atentar aos fatos que estão ocorrendo.
- Quando saímos do campeonato de fases, todos nós tínhamos a impressão que o campeonato seria o mais justo e premiaria a sequência de trabalho. Existem pessoas que pensam isso, não nos cabe, mas o que estamos vendo é essa situação(de polêmica de resultados) que vem ocorrendo na reta final do campeonato – declarou Roth.
Treinador do time de melhor campanha do segundo turno, Renato também critica a fórmula, mas também dá pitacos sobre a solução para o caso. E ressalta a rivalidade que acontece nos clubes do eixo Rio-São Paulo.
- Campeonato de pontos corridos não pode ter clássicos entre Rio e São Paulo nas rodadas finais. Isso é complicado, o que tem que ser cuidado é a tabela. Que eles se enfrentem no meio da tabela. Aconteceu isso ano passado, esse ano de novo, isso é ruim para a CBF. A tabela teria que ser repensada – opinou Renato.
Os próprios times gaúchos estão envolvidos nas polêmicas. Em 2009, o Grêmio jogou contra o Flamengo com reservas, em partida que se vencesse daria o título ao Internacional. Na última rodada, o Inter enfrentou o Botafogo, também atuou com os suplentes, mas venceu e deu uma mãozinha ao rival, ainda que o Tricolor Gaúcho não dependesse só do Colorado para garantir vaga no G-4.
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