Roberta inicia temporada motivada por Venturini

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A ídolo Fernanda Venturini já faz parte do passado para a levantadora Roberta Ratzke. A partir desta semana as duas começaram juntas os treinos com bola pela Unilever, para a preparação para a temporada 2011/12 do vôlei feminino de clubes. Um rápido filme passou, inevitavelmente, pela cabeça da jovem paranaense de 21 anos. Afinal, ela estava dividindo a quadra do ginásio da Escola de Educação Física do Exército, na Urca, com Fernanda, a quem aprendeu a admirar desde os 8 anos, quando começou no projeto social da Unilever, em Curitiba. Era o ano de 1998 e, na época, Fernanda Venturini era titular da equipe, que tinha o nome Rexona.
- Eu catava bola para o time. Cresci tendo a Fernanda como um exemplo. Agora estou na equipe que tem o melhor técnico do mundo, o Bernardinho, e também uma das melhores levantadoras de todos os tempos. Isso não parece um sonho? - questionou Roberta.
E quando os assistentes de Bernardinho, Helio Griner e Ricardo Tabach, deram início às atividades, Roberta percebeu o tamanho da responsabilidade.
- A Fernanda declarou em entrevistas que uma das motivações para ela voltar a jogar foi justamente colaborar para o meu aperfeiçoamento. Posso garantir que vou treinar em dobro. Vou dar tudo de mim - comentou Roberta, que disputa sua segunda temporada pela equipe Unilever.
Fernanda Venturini, de 40 anos, por sua vez, demonstrava felicidade após quase uma hora de treino. A jogadora, que refez planos pessoais para atender ao convite do técnico da Unilever, Bernardo Rezende, com quem está casada desde 1999 e tem duas filhas, Júlia e Vitória, disse estar recebendo muito incentivo dos torcedores nas ruas.
- As pessoas têm me parado para dizer que estão torcendo por mim e que vão assistir aos jogos. O carinho tem sido enorme. Agora é pegar ritmo de treinamento, já que fisicamente estou bem preparada - afirmou Fernanda, que é tricampeã da Superliga com a Unilever (1997/98, 1999/00 e 2005/06) e soma em seu currículo 12 títulos nacionais.
Segundo Fernanda, além do fato de ajudar a Roberta, o que pesou em seu retorno às quadras foi a alegria de ter as filhas assistindo às suas partidas.
- A Vitória tem esse nome por causa da vida vitoriosa que tanto eu quanto o Bernardo tivemos. Tenho saudade da adrenalina dos jogos, dos momentos decisivos.
Os assistentes técnicos Helio Griner e Ricardo Tabach lembraram que a volta de Fernanda, sem jogar há três temporadas, deve ser um processo gradual.
- Ela está muito motivada e vai passar por um processo de readaptação. Temos tempo para realizar o trabalho com tranquilidade, antes do início das competições. A Fernanda é experiente e vai saber nos sinalizar sobre suas necessidades - disse Tabach.
- O trabalho inicial tem como foco controle de bola, precisão e defesa - acrescentou Griner.
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