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'Raça pura', Danilo quer levar Timão à final da Liberta

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Dia 28/10/2015
05:37

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Clássico e elegante. Os adjetivos servem para classificar o estilo de jogo de Danilo – meia que vem fazendo diferença para o Corinthians na Copa Santander Libertadores – e para explicar o polo, esporte que o clube passou a contar com uma equipe neste ano.

No fim de semana que antecedeu o jogo decisivo da semifinal contra o Santos, nesta quarta, no Pacaembu, o camisa 20 foi até a Hípica Paulista, a convite do LANCENET!, para aprender sobre a modalidade.

Nascido em Ibiá, interior de Minas Gerais, Danilo cresceu em meio a cavalos. Ouviu instruções dos jogadores Felipe Rodrigues e Calão Mello e, com a calma e a frieza do campo, montou para praticar.

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– Tinha tempo que não andava a cavalo, mas gosto muito. Com o futebol, fiquei sem tempo. Quando criança, andava, só que não era nesses de alta performance – disse ele, que tem um rancho em Minas.

Hábito que pôde relembrar e que pretende, ao se aposentar, retomar. Mas, aos 33 anos, ainda considera ter muito a conquistar. Como seu bicampeonato na Libertadores – venceu com o São Paulo, em 2005.

Especial: Danilo se aventura com time de Polo do Corinthians

– Sempre foi nosso objetivo, é um título que o clube não tem. Aprendi no decorrer da minha carreira que no futebol você tem de ser campeão para ficar marcado, senão não fica. Esperamos chegar à final para brigar por esse título.

Como "jogador de polo por um dia", ganhou elogios. Com o taco empunhado, teve equilíbrio sobre o cavalo e pontaria para acertar a bolinha em direção ao gol improvisado – o de polo não tem redes. Tarefa fácil para ele, que é um dos artilheiros do time no ano, com seis gols – todos marcados no Pacaembu.

– É mais fácil para mim jogar futebol. Espero ir bem nesse jogo decisivo e ajudar o Corinthians.

A galope, ele só pensa na final.

Bate-Bola com Danilo
Meia do Corinthians, em visita à Hípica Paulista

'O cavalo ajudaria a correr atrás do Neymar'

O que achou do esporte?
É um esporte novo para mim. Gosto de cavalos, então vou procurar acompanhar mais sobre ele.

Disseram que você foi bem nas tacadas. Gostou da experiência?
Foi legal, é bem difícil bater na bola, pela altura do chão. Tem de ser bom, é preciso muito treino. Acho que prefiro usar chuteira.

De cavalo seria mais fácil correr atrás do Neymar, não é?
Ah, com certeza (risos). Ele é um grande jogador, muito rápido, acho que um cavalo ia ajudar mesmo.

Um país em que o polo é muito tradicional é a Argentina, terra do Boca Juniors. Rival difícil numa final?
Lógico, é um time que tem tradição, que chega forte em decisões, seria uma final complicada. Eles largaram bem, venceram em casa, mas independente disso, precisamos esquecer e pensar no nosso jogo com humildade, pois não tem nada ganho. Mas temos condição de passar.

Como vê a chance de conquistar o título da Liberta de forma invicta?
Seria importante, isso nos dá uma confiança grande. Seria um feito inédito, é difícil. O mata-mata envolve muita coisa, não seria fácil, mas estamos com os pés no chão. Mas nosso grupo é experiente e sabe que não adianta ficar prevendo resultado.

A queda contra o Tolima (COL) em 2011 foi um combustível para vocês?
Às vezes se aprende muito com as derrotas. Você nunca quer perder, mas isso lhe ajuda a trabalhar mais para ganhar lá na frente. Ali, nos fortalecemos, ninguém esperava ser eliminado daquela forma. Juntamos a vontade de dar a volta por cima e ganhamos o Brasileirão. A vida é assim, às vezes as derrotas ajudam.

A torcida vai ajudar na decisão?
É um 12 jogador, a história mostra. Ela nos empurra mesmo e ajuda muito. É nosso ponte forte em casa, ela lotam. A motivação é maior.

O CORINTHIANS POLO TEAM

Foi no fim de 2011 que o empresário Felipe Rodrigues se reuniu com a diretoria do Timão para firmar a parceria e montar a equipe de polo. O acordo, que tem duração de três anos, permite que se explore a imagem do clube, com as receitas divididas.

Com equipes nas três categorias, já disputou três competições desde o início deste ano, tendo como sua melhor participação a queda na semifinal da Copa Vogue, no baixo handicap.

Neste fim de semana, estreou com vitórias no Aberto Estado de São Paulo, disputado em Indaiatuba, no interior do estado. Para Rodrigues, o título desse torneio será como o troféu da Libertadores para o time de futebol.

Com dois patrocinadores que fornecem material esportivo, o Corinthians Polo Team prevê para o segundo semestre a chegada de artigos ligados ao polo às lojas Poderoso Timão.

Atleta e técnico da Seleção Brasileira, Calão Mello, de 38 anos, chegou em março para ser o grande reforço.

Com a palavra

Felipe Rodrigues
Gestor e jogador do Corinthians Polo Team

"Em cavalo de alta performance para a disputa de um médio handicap custa entre R$ 20 mil e R$ 30 mil. Tem mais caros e mais baratos. É um investimento alto diante da realidade do país, mas não é um esporte diferente de Kart ou Stock Car. É acessível. Fazendo um paralelo, o polo é o futebol a cavalo. O objetivo é fazer gol.

O Corinthians entrou no projeto ao vislumbrar o potencial que existe no esporte. O Brasil é a segunda potência mundial do polo, mas não há visibilidade. Estamos colhendo bons resultados, estou satisfeito.

Para ser um bom jogador é preciso agilidade e gostar de velocidade, pois chegamos a 60 km/h no cavalo.

Vamos honrar a camisa. Gostaria muito de um dia, como na Argentina, ter um jogo com 20 mil pessoas. Seria emocionante a torcida da Fiel."

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