O que fazer com o prêmio do Oi SuperSurf? Último vencedor revela destino da grana
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Neste domingo, será disputada a final da segunda etapa do Oi SuperSurf 2015, realizada na Praia Grande, em Ubatuba (SP). O vencedor da bateria do título ganhará a bagatela de quinze mil reais. Na primeira etapa, disputada em Maresias (SP), o campeão foi o paulista Flavio Nakagima, que levou a mesma quantia para casa. Mas o que o surfista fez com essa grana? Uma certeza é que já está fora da conta.
- Ultimamente não estou guardando nada, só estou investindo. Ganhei o campeonato, no dia seguinte fui para Califórnia treinar, para pegar equipamento novo. Essa premiação vai me ajudar muito a participar das etapas do Mundial. Circuito Mundial é muito caro, ainda mais com a alta do dólar. Tenho um patrocínio da Tent Beach que me dá toda estrutura para eu competir os campeonatos no Brasil. Esse dinheiro vai ajudar a viajar para fora – afirma Nakagima, ao LANCE!.
A vontade do paulista de 27 anos é entrar no Circuito Mundial somente em 2016, quando pretende estar mais preparado e com um patrocinador melhor. Após ter sido campeão do SuperSurf, Nakagima não teve grandes apresentações, apesar de continuar como líder do Circuito Brasileiro de surfe. O paulista ficou na 13ª posição do campeonato estadual de onde nasceu.
- Meu objetivo para este ano é o Circuito Brasileiro. Quero focar aqui no Brasil, focar em bom resultado, para eu ter estabilidade e conseguir fechar um patrocínio forte para o ano que vem. Ter um salário bom para disputar o Mundial. Vou tentar entrar na elite no próximo ano, um degrau de cada vez.
Na segunda etapa, o surfista paulista foi eliminado na sexta fase, quando saiu derrotado por Alex Ribeiro e Tomas Hermes, impedindo acumular trinta mil reais em menos de dois meses. Em Maresias, Nakagima brilhou ao bater o cearense Charlie Brown na decisão, quando conquistou o título nos últimos minutos.
- Maresias foi um campeonato em que as coisas estavam acontecendo para mim. Tive várias baterias que eu conseguir virar no final. Estava arriscando e acertando. Foi aquele velho ditado: 'Estava em um dia iluminado' – conta Nakagima.
Por onde vai, o surfista é acompanhado pela galera da 'PG Storm', torcida organizada feita para apoiar os atletas de Praia Grande, cidade litorânea de São Paulo. Além de torcer pelos surfistas, o projeto social também rende verba aos atletas, apesar de a torcida não ter vindo porque Nakagima não chegou à final.
- PG Storm é um projeto social da Praia Grande. Essa ideia foi do Cláudio, amigo meu, empresário da cidade. Ele viu o esforço de cada atleta, dedicação para entrar no campeonato. Ele viu a dificuldade do custo para o atleta chegar até o local, pagar inscrição, estadia. Ele teve essa ideia de lançar a PG Storm. Na Praia Grande, a maioria das pessoas acompanha a gente no surfe. Toda a venda de produtos como bonés e camisas são voltados aos atletas – completa Nakagima.
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