Presidente Vargas se prepara para receber decisão

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Incrustado no bairro do Benfica, região central de Fortaleza, o Presidente Vargas se prepara para receber o primeiro time fora do Ceará desde a sua reabertura, no domingo, para a final do Segundo Turno, do Campeonato Estadual, entre Ceará e Guarani.
Nesta segunda-feira, vários funcionários limparam o local, que apresentava ainda resquícios da festa do título do Ceará, no domingo, e deram alguns reparos na pintura nas arquibancadas e dentro dos vestiários.

O PV, como é chamado carinhosamente pelos moradores, ainda não teve toda a reforma concluída. Orçada em R$ 56 milhões, a obra precisa, ainda, entregar as cabines para a imprensa.
Para o jogo desta quarta-feira, entre Ceará e Flamengo, no segundo jogo das quartas de final da Copa do Brasil, foi montada uma estrutura provisória com o objetivo de atender quem irá trabalhar na partida.
Em função de estar ainda em obras, o PV foi liberado para receber um público de 15.200 torcedores. A capacidade máxima do estádio, porém, será, em breve, para 20.600 pessoas.
Após as reformas parciais, o novo Presidente Vargas ganhou assentos individuais, quatro vestiários, parte das arquibancadas cobertas, placar e catracas eletrônicas.
O engenheiro Luiz Eduardo Cardoso e o arquiteto Luís Armando Mendes, que trabalharam na reforma do Maracanã, coordenaram as obras do PV.
PAREDÃO DE VIDRO
Cerca de um metro e duas chapas de vidro blindado com uma espessura de 12.55 milímetros cada são o que irão separar os jogadores da torcida. Segundo os administradores do estádio, foram feitos testes até com bombas, e a estrutura resistiu.
O caldeirão que os cearenses pretendem transformar o Presidente Vargas poderá ser um trunfo a favor do Ceará no jogo desta quarta.
E a pressão promete não ser somente no campo, durante o jogo. Antes mesmo da decisão, os rubro-negros terão de lidar com a força da torcida do Vozão. Os vestiários e a sala de aquecimento, em que há uma grama sintética, ficam abaixo das arquibancadas.
HISTÓRICO
O Presidente Vargas foi fundado em setembro de 1941 e o primeiro jogo aconteceu no dia 21 daquele mês entre Ferroviário e Trammays, um time de Recife. Antes de fechar para reforma, o PV recebeu Fortaleza e Horizonte, no dia 2 de fevereiro de 2008.
Por determinação das autoridades locais, temendo que pudesse acontecer no PV desabamento das estruturas o estádio foi interditado. A reforma durou cerca de um ano e cinco meses e precisará de mais 70 dias para ficar completa.
O estádio fica em um bairro residencial e que tem as ruas muito estreitas ao seu redor. Elas, inclusive, serão isoladas nesta quarta-feira em função do jogo.
Muitas famílias que viveram no local nas décadas de 60 e 70 ainda permanecem por lá. É o caso do colunista Tom Barros que trabalha escreve para o "Diário do Nordeste", de Fortaleza (CE), e mora bem próximo ao PV.
- Ele fica em um bairro nitidamente residencial. A cidade, antigamente, tinha o estádio como ponto de concentração. Ele representa a história de grandes espetáculos de artistas. Até 1973 também foi o centro de todas as decisões do Cearense - contou Barros.
Um dos jogos emblemáticos para Tom envolveu a presença de Pelé, pós conquista da Copa do Mundo de 1958.
- O Pelé desfilou em carro aberto pelo bairro. O Santos fez um amistoso no PV. As pessoas fizeram muita festa - recordou-se o jornalista.
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