Presidente da CBT deixa em aberto nova mudança

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Um dia após a Assembleia Extraordinária que definiu o direito a um terceiro mandato de Jorge Lacerda à frente da Confederação Brasileira de Tênis (CBT), o presidente da entidade quebrou o silêncio. Em entrevista concedida ao LANCENET!, o mandatário falou sobre a polêmica reeleição e se esquivou das acusações feitas por Carlos Braga, ex-presidente da federação capixaba.
Em comunicado enviado à imprensa na segunda-feira, Braga acusou Lacerda de irregularidades na prestação de contas da entidade máxima do tênis nacional.
Lacerda deixou em aberto a possibilidade de o estatuto ser alterado novamente – e permitir apenas uma reeleição presidencial – caso os chefes de federações assim optarem. Desta maneira, após o ciclo de três mandatos de Lacerda, uma nova mudança no estatuto pode ser aprovada ou não pelos votantes.
A próxima eleição da entidade, na qual Lacerda será candidato, ocorrerá em março de 2013. Caso seja eleito, o atual presidente se manterá no poder até os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016.
Além de comentar sobre o futuro da entidade, Lacerda também rebateu as acusações feitas por Carlos Braga nesta semana. Para ele, houve motivação política.
– Chegaram um monte de inverdades que atrapalham o fechamento de novos contratos da CBT. Fala-se até em caixa dois, que é algo que absolutamente não existe – disse.
Lacerda citou ainda o fato de as contas da CBT terem sido aprovadas por todos os presidentes de federações, em reunião realizada na última quarta-feira, em Curitiba.
Afastado da presidência da federação capixaba em julho de 2011, devido à falta de prestação de contas, Braga chegou a ser aliado de Lacerda no passado, mas rompeu com o mandatário.
BATE-BOLA
JORGE LACERDA
Presidente da CBT
A mudança do estatuto da CBT em virtude de uma boa administração não abre um precedente perigoso para o futuro da entidade?
Diversos presidentes de federações mandaram e-mails no sentido de haver essa mudança e, a partir daí, foi feita a chamada da Assembleia Extraordinária para que decidissem sobre isso. O fato novo é a Olimpíada de 2016, então há um impacto financeiro, inúmeros contratos que estamos revendo. Colocaram em votação, mas agora só há mais um mandato para eu concorrer, não é para o resto da vida.
Quando você assumiu a presidência da CBT, havia um discurso que ia exatamente na contramão da alteração do estatuto, em relação à permanência no cargo por tanto tempo, como ocorria com Nelson Nastás. Não é algo contraditório?
Na verdade, o problema com o Nelson Nastás era mais forte em relação ao que ele vinha fazendo financeiramente, em que ficou comprovado o desvio de verba, etc.
Se a mudança foi feita em virtude dos Jogos Olímpicos, o que pode ser feito para que não haja duas reeleições após a Olimpíada carioca?
Nada impede que o estatuto seja modificado novamente, se for de vontade dos presidentes que estiverem na época. Não há como colocar algo específico no estatuto só para este caso. Ele pode ser alterado a qualquer momento se os presidentes das federações quiserem.
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