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Presença do governo no Col é aprovada pela Fifa

Treino GP da Espanha (Foto: Josep Lago/AFP)
imagem cameraTreino GP da Espanha (Foto: Josep Lago/AFP)
Dia 28/10/2015
05:48

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A maior presença do secretário-executivo do Ministério do Esporte, Luís Fernandes, nos trabalhos do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2014 foi bem recebida nos bastidores da preparação para o torneio. No entanto, não provocou a impressão de mudanças profundas na estrutura da instituição.

Apesar de não ser um membro efetivo do COL (leia abaixo), Luís Fernandes participará das reuniões da diretoria da entidade. Sua participação foi fruto de um acordo costurado pelo Ministério do Esporte a pedido do Planalto.

Segundo revelou o LANCE! na quarta-feira, a intenção do governo federal não é fazer uma grande intervenção, mas garantir que a Fifa seja informada corretamente dos avanços das obras da Copa. Na visão do Planalto, a entidade vinha se atualizando por meio da imprensa, e não através do COL, como deveria.

- Fizeram a Fifa enxergar que seria importante essa participação do governo. Não gosto de falar em intervenção, e sim em convite. Agora, o governo brasileiro é co-responsável pela organização da Copa, o que antes não era. E acho que isso ajudou - opinou o deputado José Rocha (PRBA), presidente da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara.

A maior participação do governo, no entanto, não provocará grandes alterações no trabalho do COL. A entidade seguirá sob a batuta da equipe montada pelo ex-presidente da instituição, Ricardo Teixeira. Se a chegada de José Maria Marin ao comando do COL permitiu a entrada do governo, por outro lado garantiu a manutenção de nomes como Joana Havelange, filha de Ricardo
Teixeira e diretora executiva da entidade, e Francisco Mussnich, advogado do ex-presidente e diretor jurídico da entidade.

Outro que permaneceu foi Rodrigo Paiva, diretor de comunicação do COL e da CBF. Paiva incomodava representantes das cidades-sede por blindar Teixeira de conversas e reuniões. O assessor era apontado como um dos motivos para falta de diálogo com a entidade.

O meio esportivo, por sua vez, segue representado apenas por Ronaldo e Bebeto, membros do Conselho de Administração escolhidos para trabalhar a imagem do COL.

Fifa perto de anunciar preços

Depois da última etapa de aprovação da Lei Geral da Copa no Legislativo, que aconteceu no Senado na última quarta-feira, a Fifa se prepara para divulgar nos próximos meses a tabela de preços dos ingressos para a Copa do Mundo de 2014 e o mascote da competição.

O lançamento vinha sendo adiado por causa da indefinição sobre os descontos dos ingressos. O benefício de 50% para
idosos está mantido. Também haverá 300 mil ingressos vendidos a preços populares, os quais terão direito idosos, estudantes e
beneficiários do programa Bolsa Família, do governo federal. Estes ingressos sairão a R$ 50. Porém, a venda de bilhetes só vai começar em 2013. Por enquanto, somente camarotes estão sendo comercializados. A presidente Dilma Rousseff deve sancionar a Lei Geral da Copa em 15 dias.

Luís Fernandes não será membro do COL

O COL esclareceu na sexta-feira que Luís Fernandes não será um membro da entidade, mas participará de todas as reuniões da diretoria. O mesmo se aplica a Marco Polo del Nero, presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF) e membro do Comitê Executivo da Fifa.

Após a reunião de terça-feira, na cidade suíça de Zurique, Luís Fernandes foi tratado como novo membro do COL - inclusive por Ronaldo, membro do Conselho de Administração da entidade. A informação foi corrigida apenas na sexta.

Desta forma, o governo federal não terá, de fato, um representante no organograma da instituição, ao contrário do que aconteceu na organização do Mundial de 2010, realizado na África do Sul.

Diversos ministros sul-africanos ocuparam cargos de grande relevância no COL desde o início da preparação para a Copa. A decisão teve respaldo da Fifa, preocupada com atrasos nas obras, financiadas basicamente com recursos públicos.

- Tivemos essa situação na África do Sul, por razões óbvias, desde o início do trabalho. Eram seis ou sete ministros, com o presidente na retaguarda. Foi fundamental para que o trabalho fosse bem-sucedido - afirmou na terça-feira o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke.

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