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Polícia mineira diz que confronto em jogo do Brasil é inevitável

Dia 01/03/2016
03:25

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O clima de tensão tomou conta de Belo Horizonte após a confirmação na noite deste domingo de que o Brasil jogará na próxima quarta-feira no Mineirão. Uma grande manifestação está programada para a região do estádio e as polícias militar e civil admitiram que só poderão pará-la com confrontos.

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- Na quarta-feira, o combate será inevitável - afirmou, em entrevista coletiva, o coronel Márcio Martins Sant'ana, comandante Geral da Polícia Militar de Minas Gerais.

De acordo com comandante da PM, a maneira de atuar da polícia vai mudar para o jogo do Brasil contra o Uruguai, mas não revelou detalhes por uma questão estratégica. A alteração ocorreu por causa da proporção dos conflitos entre policiais e manifestantes neste sábado, durante a partida entre Japão e México.

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Os manifestantes voltaram a tentar furar o bloqueio na área de segurança do Mineirão. Essa zona de exclusão está em um perímetro de dois quilômetros do estádio.

Sem conseguirem o objetivo, os manifestantes começaram um embate com a polícia arremessando pedras e coquetéis molotov e sendo respondidos com bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha. O chefe da Polícia Civil de Minas Gerais, Cylton Brandão, destacou que, por imagens, os vândalos estão sendo identificados e já se observa que alguns vieram de outros estados, como Rio de Janeiro e São Paulo.

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Brandão ainda disse que existem também pessoas pertencentes a grupos extremistas. Pelo balanço divulgado, 32 pessoas foram presas por causa das manifestações do sábado.

- Já temos o perfil dessas pessoas que só querem tumultuar. Algumas têm passagem pela polícia por tráfico, lesão corporal. Sabemos como estão agindo - contou o chefe da Polícia Civil.

Os protestos que reuniram cerca de 70 mil pessoas, de acordo com a polícia militar, deixaram um rastro de destruição pela cidade. A manhã de domingo em Belo Horizonte revelou pichações, concessionárias de carros depredadas, agências bancárias quebradas, todos os radares da Avenida Antônio Carlos, principal via de acesso ao Mineirão foram derrubados e as placas de sinalização, quebradas.

Os atos de vandalismo afetaram a Universidade Federal de Minas Gerais, que fica ao lado do Mineirão, que teve um trecho de sua cerca derrubada. E uma retroescavadeira de uma das obras de mobilidade para a Copa-2014 foi incendiada.

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