Paulo André sente o joelho esquerdo e volta a fazer fisioterapia

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De casa, o zagueiro Paulo André sofreu com a eliminação do Corinthians na Libertadores. Principalmente porque sabia que, não fosse a lesão no joelho esquerdo, ele seria o titular da zaga ao lado de Chicão.
O jogador esteve perto de voltar aos gramados na segunda semana de janeiro, quando já participava de treinos com bola com os demais atletas. O tratamento, porém, regrediu e ele sentiu novas dores na região, onde passou por artroscopia no fim de novembro de 2010. Com isso, ele segue com a fisioterapia na academia do CT Joaquim Grava e faz corridas leves no gramado. Seu retorno ainda não tem data definida.
- Tentamos acelerar a volta e não deu certo. Melhor ir com mais tranquilidade e voltar de uma vez, com boas condições - disse o jogador, ao LANCENET!.
Sobre a derrota por 2 a 0 para o Tolima (COL), em Ibagué, na última quarta-feira, Paulo André não poupou críticas à postura do time comandado por Tite. E também disse entender o protesto dos torcedores, desde que não haja mais violência. Confira abaixo:
LANCENET!: Como foi ver o jogo de casa, em São Paulo?
Paulo André: Para mim foi muito difícil, não poder ajudar. Acho que a equipe realmente não apresentou um grande futebol e por isso não passou de fase.
LNET!: Qual foi o grande erro do Corinthians?
PA: Foi o jogo em casa, no Pacaembu. A equipe entrou achando que iria ganhar quando quisesse e encontrou um time muito fechado. Aqui fora é difícil falar. Pelo que vimos, o Tolima correu muito, marcou, pareceu incansável e acabou dominando praticamente os dois jogos.
LNET!: Acha justo os protestos da torcida?
PA: Com relação aos protestos, acho que é justo. A torcida tem o direito de cobrar, exigir, porque temos time e deixamos escapar muitas coisas, desde o jogo contra o Goiás, agora essa Libertadores. A torcida está no direito dela, tirando a parte da agressão, quebra de bens, vidros do carro... Isso não pode. Fazer protestos e exigir melhora, nisso eles têm razão. Por outro lado, da nossa parte, nós jogadores entramos no problema, agora temos de sair dele. Vamos trabalhar para dar a volta por cima já no domingo (no clássico contra o Palmeiras).
LNET!: Você teme ir ao treino, sair na rua?
PA: A gente passou por momentos difíceis, mas nenhum que tenha chegado a essa proporção. Acho que o atleta profissional tem de se cuidar. Nesse caso, tem de ficar mais em casa, trabalhar, estar com a família e deixar passar essa fase ruim para que tudo se normalize. O protesto é válido, mas sem violência. Vai servir para que o clube melhore, a gente vai respeitar e tentar amenizar essa situação, vencendo as partidas e conquistando os títulos.
LNET!: Você já está recuperado da lesão? Tem alguma previsão de retorno?
PA: Previsão não tem, no meio de janeiro estava no campo, praticamente pronto para começar a ir para os jogos. No entanto, acabei sentindo de novo a lesão e voltei para fisioterapia. Tive de parar um pouco no campo para voltar com o tratamento. Agora comecei a correr de novo, mas bem devagar. Acho que em mais uns dez dias volto a treinar com bola. Tentamos acelerar a volta e não deu certo. Melhor ir com mais tranquilidade e voltar de uma vez, com boas condições.
LNET!: Acha que Ronaldo ainda tem motivação para continuar jogando?
PA: É um momento difícil, ninguém esperava essa eliminação, principalmente ele. No primeiro dia de treino da temporada, encontrei-o no CT e perguntei "E aí, qual o objetivo do último ano?". Ele respondeu "É a Libertadores!". Sem dúvida nenhuma ele estava disposto a conquistar esse título, queria encerrar a carreira por cima, com a conquista desse título. Como isso aconteceu, não sei... Ele deve avaliar nos próximos dias o que vai fazer. Ronaldo sempre dá a volta por cima, né. Esperamos que ele esteja conosco em campo para nos ajudar a superar este momento.
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