Palmeiras: problema é a 'cabeça fraca' do time?

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O problema é psicológico. Essa tem sido a desculpa de quase todo o grupo palmeirense para a fase ruim no Campeonato Brasileiro. Mas o que estaria perturbando tanto os jogadores já que os salários estão em dia, a diretoria tem mostrado apoio ao elenco, a equipe tem boas condições de trabalho na Academia de Futebol?
É fato que muitos atletas não estão totalmente satisfeitos com o técnico Luiz Felipe Scolari. Mas em reunião com o novo gerente de futebol, César Sampaio, na última terça-feira, o grupo não criticou o comandante. Questionados se o problema seria Felipão, todos negaram. Parece mesmo que nem os próprios palmeirenses acharam o motivo para a queda de rendimento. O psicológico seria desculpa.
Nem mesmo a pressão da torcida pode ser usada como uma fuga. Durante os jogos, os torcedores têm apoiado. As vaias, que são em boa parte das uniformizadas, só acontecem no fim. E não são todos os na arquibancada que se irritam. Lógico que o episódio João Vitor chegou a abalar os jogadores. Mas até esse assunto já ficou no passado. O volante mesmo voltou a ter chances.
Um sinal de que o psicológico não é o maior problema do Verdão foi visto durante o treinamento desta sexta. Felipão levou ovada. O treinador, que completou 63 anos na quarta, foi pego de surpresa quando os atletas decidiram jogar ovos em Dinei, aniversariante do dia. O zagueiro Henrique e o volante Marcos Assunção partiram para cima do comandante.
– Estamos em situação de ansiedade, em dificuldade para conseguir o resultado. Temos conversado, trabalhado. Nota-se que eles estão preocupados com esse mau momento de todos e fazem um esforço muito grande para superar – disse Felipão.
Confira um 'Com a palavra' de Kátia Rubio, psicóloga especialista em esporte:
"É curioso: agora tudo o que não se explica é psicológico. Se as coisas vão mal e ninguém tem explicação, aí é culpa do emocional. Se perdem, se o time está crise, é porque a parte emocional está abalada. Querer creditar esses problemas do time aos fatores psicológicos é tentar desviar o foco.
Palmeiras passa por uma crise que envolve administração, falta de liderança e eles estão dando o nome a isso como psicológico. É justo ter cobrança em alguém que ganha para ter resultados, produzir. O que tem lá é um problema de liderança, não algo da psicologia.
Quando falta liderança dessa forma e não se trabalha em grupo, como em qualquer empresa, os resultados não vão acontecer."
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