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Obcecado por assistências, Egídio vira 'professor' no Verdão e revê velho rival

Dia 01/03/2016
03:09

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Egídio se firmou como o melhor lateral-esquerdo do Brasil pelo Cruzeiro, e hoje é dono da posição no Palmeiras. Sua carreira, porém, se iniciou em outro grande clube, o Flamengo. E foi desde pequeno, na Gávea, que o camisa 66 começou a cultivar a rivalidade com o Vasco, adversário desta noite do Verdão, em São Januário.

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– A gente que jogou sabe que Flamengo e Vasco é o maior clássico (do Rio de Janeiro). Eu, graças a Deus, tenho mais vitórias do que derrotas contra o Vasco, então espero que não mude no domingo – falou Egídio, em entrevista ao LANCE!.

Neste domingo, uma vitória contra o Cruz-Maltino, um dos quatro piores do Brasileiro, pode colocar o Palmeiras no G4 do Nacional. O lateral quer ajudar fazendo aquilo que mais gosta: assistências. Já foram quatro no Nacional – só Patric, pelo Atlético-MG, tem mais: seis.

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– Se você perguntar se prefiro fazer um gol ou dar uma linda assistência, eu vou falar que prefiro dar uma assistência. Eu me sinto ainda melhor com a assistência. Por isto, treino para sobressair – afirmou.

O que Egídio mais pratica é aperfeiçoar a batida na bola, algo que começou justamente no Flamengo e tornou-se uma rotina.

– Na época da Gávea, eu via o Jonathan, volante, e o Schneider batendo na bola de três dedos. Quando eu ia tentar fazer igual, a bola saía reta (risos). Eu falei que ia pegar a batida e graças a Deus aprendi, hoje bato muito bem. O Marcelo (Oliveira) até brinca comigo – acrescentou.

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E assim como fizeram com ele no Fla, o lateral agora passa seus ensinamentos na Academia de Futebol. Embora tenha só 15 jogos, Egídio chamou a atenção de João Pedro, que já lhe pediu, até, conselhos.

– Já escutei de muita gente para aproveitar um dos dons que Deus me deu, que é minha batida na bola, além de jogar. O próprio João Pedro quando eu cheguei falou para a gente ficar treinando para pegar a batida de três dedos, de um lado ao outro, que ele tenta e não consegue. Foi como aprendi, também – completou.

Cada vez mais próximo do que jogou quando viveu seu melhor momento no Cruzeiro, Egídio se mostra à vontade no Palmeiras. E para manter o Verdão entre os líderes, como se acostumou a fazer na Raposa, ele sabe que o time não pode voltar a oscilar, especialmente contra um velho conhecido. Próxima parada, G4?

CONFIRA UM BATE-BOLA EXCLUSIVO COM EGÍDIO:
'O Marcelo Oliveira me ajudou a reencontrar meu bom futebol'

Quais lembranças você tem de quando jogou Fla x Vasco?
Eu lembro de um jogo na base. Era difícil de ganhar do Vasco em São Januário e fizemos 4 a 1, só não lembro a categoria. Foi uma festa nossa. Vou motivado para este jogo, com pensamento superpositivo.

E nos profissionais? Teve algo que lhe marcou mais?
Joguei algumas vezes, e teve um 2 a 0 ou 2 a 1, no Engenhão, pelo Estadual (o jogo foi 2 a 1 para o Fla, em 2011). Não dei assistência naquele dia, mas foi no Engenhão lotado, o último que me lembro.

Com a chegada do Marcelo Oliveira, você está mais confiante?
Com certeza ele me ajudou a evoluir no Palmeiras, a reencontrar meu bom futebol, que tinha apresentado em 2013 e 2014 no Cruzeiro, com ele. Ele sempre me deu forças, sabe do meu potencial, e somou a esta boa fase.

Mudou muito o dia a dia com o Marcelo no lugar do Oswaldo?
O Oswaldo, é uma grande pessoa, também, um grande profissional. Eu acho que o Marcelo impôs o ritmo dele, a proposta dele. E entre os jogadores cobramos a nossa melhora. Não podia um elenco com a qualidade como a nossa oscilar tanto. Nós queremos mais e somando tudo em busca dos resultados positivos.

Já está jogando no mesmo nível de quando estava pelo Cruzeiro?
Acredito que sim, mas sei que posso render muito mais. Podemos sempre mais, e vou procurar render mais, pelo Palmeiras, e pelo nosso elenco.

Tem vistos semelhanças com o Cruzeiro campeão de 2013?
Uma das coisas que me fizeram vir para cá foi a grandeza do Palmeiras, acostumado a ganhar títulos, com grupo forte, e em reformulação, como em 2013 com o Cruzeiro, em que tiveram 15, 16 contratados.

Como fazer para conter a euforia com a boa fase?
Começamos o Brasileiro mal, oscilando, agora estamos no caminho certo. É manter esta pegada. Nós jogadores estamos mantendo os pés no chão, conversando bastante para nada subir à cabeça. Encontramos o caminho certo, e é seguir subindo na tabela, chegar no G4, e se manter entre os primeiros. Temos totais condições de nos manter em cima.

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