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Obcecado por assistências, Egídio vira 'professor' no Verdão e revê velho rival

Egídio se firmou como o melhor lateral-esquerdo do Brasil pelo Cruzeiro, e hoje é dono da posição no Palmeiras. Sua carreira, porém, se iniciou em outro grande clube, o Flamengo. E foi desde pequeno, na Gávea, que o camisa 66 começou a cultivar a rivalidade com o Vasco, adversário desta noite do Verdão, em São Januário.

– A gente que jogou sabe que Flamengo e Vasco é o maior clássico (do Rio de Janeiro). Eu, graças a Deus, tenho mais vitórias do que derrotas contra o Vasco, então espero que não mude no domingo – falou Egídio, em entrevista ao LANCE!.

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Neste domingo, uma vitória contra o Cruz-Maltino, um dos quatro piores do Brasileiro, pode colocar o Palmeiras no G4 do Nacional. O lateral quer ajudar fazendo aquilo que mais gosta: assistências. Já foram quatro no Nacional – só Patric, pelo Atlético-MG, tem mais: seis.

– Se você perguntar se prefiro fazer um gol ou dar uma linda assistência, eu vou falar que prefiro dar uma assistência. Eu me sinto ainda melhor com a assistência. Por isto, treino para sobressair – afirmou.

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O que Egídio mais pratica é aperfeiçoar a batida na bola, algo que começou justamente no Flamengo e tornou-se uma rotina.

– Na época da Gávea, eu via o Jonathan, volante, e o Schneider batendo na bola de três dedos. Quando eu ia tentar fazer igual, a bola saía reta (risos). Eu falei que ia pegar a batida e graças a Deus aprendi, hoje bato muito bem. O Marcelo (Oliveira) até brinca comigo – acrescentou.

E assim como fizeram com ele no Fla, o lateral agora passa seus ensinamentos na Academia de Futebol. Embora tenha só 15 jogos, Egídio chamou a atenção de João Pedro, que já lhe pediu, até, conselhos.

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– Já escutei de muita gente para aproveitar um dos dons que Deus me deu, que é minha batida na bola, além de jogar. O próprio João Pedro quando eu cheguei falou para a gente ficar treinando para pegar a batida de três dedos, de um lado ao outro, que ele tenta e não consegue. Foi como aprendi, também – completou.

Cada vez mais próximo do que jogou quando viveu seu melhor momento no Cruzeiro, Egídio se mostra à vontade no Palmeiras. E para manter o Verdão entre os líderes, como se acostumou a fazer na Raposa, ele sabe que o time não pode voltar a oscilar, especialmente contra um velho conhecido. Próxima parada, G4?

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CONFIRA UM BATE-BOLA EXCLUSIVO COM EGÍDIO:
'O Marcelo Oliveira me ajudou a reencontrar meu bom futebol'

Quais lembranças você tem de quando jogou Fla x Vasco?
Eu lembro de um jogo na base. Era difícil de ganhar do Vasco em São Januário e fizemos 4 a 1, só não lembro a categoria. Foi uma festa nossa. Vou motivado para este jogo, com pensamento superpositivo.

E nos profissionais? Teve algo que lhe marcou mais?
Joguei algumas vezes, e teve um 2 a 0 ou 2 a 1, no Engenhão, pelo Estadual (o jogo foi 2 a 1 para o Fla, em 2011). Não dei assistência naquele dia, mas foi no Engenhão lotado, o último que me lembro.

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Com a chegada do Marcelo Oliveira, você está mais confiante?
Com certeza ele me ajudou a evoluir no Palmeiras, a reencontrar meu bom futebol, que tinha apresentado em 2013 e 2014 no Cruzeiro, com ele. Ele sempre me deu forças, sabe do meu potencial, e somou a esta boa fase.

Mudou muito o dia a dia com o Marcelo no lugar do Oswaldo?
O Oswaldo, é uma grande pessoa, também, um grande profissional. Eu acho que o Marcelo impôs o ritmo dele, a proposta dele. E entre os jogadores cobramos a nossa melhora. Não podia um elenco com a qualidade como a nossa oscilar tanto. Nós queremos mais e somando tudo em busca dos resultados positivos.

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Já está jogando no mesmo nível de quando estava pelo Cruzeiro?
Acredito que sim, mas sei que posso render muito mais. Podemos sempre mais, e vou procurar render mais, pelo Palmeiras, e pelo nosso elenco.

Tem vistos semelhanças com o Cruzeiro campeão de 2013?
Uma das coisas que me fizeram vir para cá foi a grandeza do Palmeiras, acostumado a ganhar títulos, com grupo forte, e em reformulação, como em 2013 com o Cruzeiro, em que tiveram 15, 16 contratados.

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Como fazer para conter a euforia com a boa fase?
Começamos o Brasileiro mal, oscilando, agora estamos no caminho certo. É manter esta pegada. Nós jogadores estamos mantendo os pés no chão, conversando bastante para nada subir à cabeça. Encontramos o caminho certo, e é seguir subindo na tabela, chegar no G4, e se manter entre os primeiros. Temos totais condições de nos manter em cima.

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