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Neymar revive partida que o confirmou como craque

Dia 27/10/2015
23:00

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Neymar era só uma promessa, tinha 17 anos, canela fina e seu cabelo mal tinha volume para o popular moicano atual. Foi contra o Palmeiras, na Vila, que ele fez seu primeiro grande jogo como profissional, mas neste domingo, às 16 horas, com transmissão em tempo real pelo LANCENET!, ele tem um tabu para quebrar: o de cinco jogos sem vencer o Verdão. Vai acabar?

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Há pouco mais de dois anos, o Palmeiras era o primeiro colocado do Paulistão, o Santos o quarto e eles se enfrentavam na Vila, assim como hoje, só que pela semifinal. Era amplo o favoritismo alviverde, enquanto o Peixe vivia seu último momento como azarão. Daquela vez, Neymar desequilibrou os dois jogos e dali em diante passou de promessa para astro. Havia sido dado seu cartão de visitas ao futebol.

– Todos nós já sabíamos que ele poderia decidir, mas diziam que o Palmeiras era o favorito. Ele era quieto, na dele, os experientes que mandavam, diferente de hoje – lembra Robson, daquela decisão.

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Dali em diante a carreira de Neymar deslanchou. Começou sendo chamado de filé de borboleta pelo técnico Vanderlei Luxemburgo, que reprovava sua forma física, mas depois ganhou os títulos paulista e da Copa do Brasil e mais dez quilos de massa muscular.

Virou titular da Seleção e, antes, ele e Ganso foram alvo de uma manifestação popular pedindo ambos na Copa do Mundo. Dunga não quis ouvir. Mas enquanto faz história com seu futebol, outra história, a do clássico com o Verdão, não teve mais grandes capítulos. Vai mudar?

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Desde aquela vitória, foram cinco jogos contra o rival, sendo três derrotas e dois empates. O Palmeiras que, por sinal, foi o único que conseguiu frear a equipe que, comandada por Neymar, foi chamada de "Santástica" no ano passado. Agora, todos querem logo a revanche.

– Tabu serve para ser quebrado. Quase conseguimos acabar com ele em 2010. Podemos vencê-los e até quem sabe virarmos líderes – disse o capitão Edu Dracena.

A situação se repete no momento em que o Santos vive fase conturbada. Ainda está sem técnico e se classificar na Copa Santander Libertadores está difícil. No entanto, de novo em quarto e contra o líder Palmeiras, pode dar partida para uma nova arrancada. Mais maduro, Neymar puxará o Peixe!


Bate-bola - Robson, companheiro de equipe de Neymar agora e em 2009:

LANCENET!: Como era o Neymar naquela época em que tinha acabado de subir ao time de cima?
ROBSON: Ele era tranquilo, ainda um pouco tímido, o que é normal, por ser um garoto ainda. Ele ficava mais na dele, os experientes, o Kléber Pereira, Fábio Costa é que mandavam mais, ele era mais quieto (risos).

LNET!: Concorda que foi o jogo que deu projeção a ele?
R: Acho que foi o melhor e mais importante sim. Ele estava começando, mas já falavam muito nele. Ter feito aquilo tão cedo foi bem significativo sim.

LNET!: Você ficou um ano fora, o que mudou quando voltou com ele?
R: Ele é a mesma pessoa, mas agora, é claro, está mais expansivo. Ele sabe que "é o cara" do Santos e tem reagido bem. Mas ainda é um jogador de grupo, como era daquela vez.

LNET!: O Palmeiras era favorito, o Santos azarão, como venceu?
R: O Vagner Mancini falava que era bom acreditarmos, pois tínhamos recursos que o Palmeiras não tinha. O Muricy disse que o Palmeiras iria para a final, isso também mexeu.

LNET!: Mexeu como?
R: Ele estava no São Paulo e falou que eles iam fazer a final com o Palmeiras. Sempre nos motivamos em decisões, mas isso nos deu um gás a mais.


Com a palavra - Madson, companheiro de Neymar em 2009:

Já sabiamos que ele seria um grande jogador, apesar de ser ainda novo, com 17 anos e mais na dele, diferente do que ele faz nos dias de hoje.

Na concentração e no vestiário ele ficava mais na dele, com o MP3, mas no dia a dia ele era amigo de todos. Eu era bem próximo a ele e nos falamos bastante até hoje.

Eu sinto muito orgulho por ter jogado com ele. Ele já havia feito grandes jogos antes daquele. Depois se firmou no Santos e agora no mundo.

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