Ministério do Esporte pode ter beneficiado partido político
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O Partido Comunista do Brasil (PCdoB), do ministro do Esporte, Orlando Silva, pode estar envolvido em desvio de recursos do Segundo Tempo, programa do ministério para democratizar o acesso à prática de atividades físicas.
De acordo com o jornal "Estado de S. Paulo", no ano passado, dos R$ 183 milhões destinados ao projeto, cerca de R$ 30 milhões foram para ONGs de dirigentes e aliados do partido. O presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, foi procurado pelo L! para comentar as denúncias, mas não foi encontrado.
Foram constatadas irregularidades como entidades de fachada, outras em situação precária e abandonadas, além da falta de materiais para as atividades.
A ONG Bola da Frente, dirigida por Karina Rodrigues, vereadora em Jaguariúna pelo PCdoB, recebeu R$ 28 milhões desde 2004. Em 2008, foram R$ 8,5 milhões, tendo sido a mais bem paga. Apesar disso, ela se defendeu, ao afirmar que a entidade atende a 18 mil crianças e chegou a ser absolvida pelo Ministério Público, no ano passado, por falta de provas.
Ainda segundo o "Estado de S. Paulo", membros do PCdoB utilizaram o Segundo Tempo até em campanha política no ano passado, como foi o caso do vice-presidente do partido no Distrito Federal, Apolinário Rebelo. E os centros nem sequer estão em funcionamento. É o caso do núcleo no Novo Gama. Há um terreno baldio no local onde deveria funcionar um campo de futebol com cerca de 2,2 mil crianças. O outro seria em Ceilândia.
Nos dois casos, as verbas ainda não foram liberadas pelo Ministério do Esporte por falta de documentos e outros detalhes.
– Esse negócio de começar ou não é porque o Ministério do Esporte tem um rito que varia de entidade para entidade. Quando está tudo acertado, ele autoriza a liberação da verba – justificou Rebelo.
Ministério rejeita as acusações
O Ministério do Esporte considerou que há falta de "consistência nos dados" e rejeitou as acusações. De acordo com nota enviada à imprensa, a pasta informou que "não discrimina a filiação política de dirigentes de entidades ou o partido de prefeitos e governadores, para formalizar convênios".
Em relação aos gastos, esclareceu que a movimentação financeira das parcerias é acompanhada pelo ministério, o que "garante total transparência na aplicação dos recursos públicos".
O ME ainda se defendeu sobre as denúncias de entidades fantasmas, dando justificativas para alguns casos de não funcionamento dos núcleos citados. No de Ceilândia, no Distrito Federal, explicou que o problema é o cadastramento dos recursos humanos e beneficiados pelo programa. Assim, ainda não há previsão para a ordem de início.
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