Mayra Aguiar, a estrela solitária do judô meio-pesado

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Entre todas as categorias do judô feminino, o meio-pesado (-78 kg) chama a atenção no Brasil pelo fato de apenas uma atleta – a jovem Mayra Aguiar – aparecer no ranking mundial da modalidade, enquanto nos demais pesos o país tem, pelo menos, três representantes. A explicação para esse fenômeno, segundo a técnica da Seleção Brasileira feminina, Rosicléa Campos, tem nome: Edinanci Silva.
– O meio-pesado é uma categoria que não teve estímulo por causa da presença por muito tempo da Edinanci, que era poderosa e soberana. Para mim, esta é a explicação para a escassez de atletas – afirmou a treinadora, frisando que Mayra subiu de categoria por causa da lesão que sofreu no joelho direito, no fim de 2008, e também porque estava em fase de crescimento.
Aos 19 anos, Mayra, prata na categoria médio (-70 kg) no Pan do Rio-2007, e prata no meio-pesado no Mundial de Tóquio-2010, concorda com Rosicléa. Como nenhuma judoca conseguia superar Edinanci, todas buscavam outras categorias.
A falta de atletas no meio-pesado acaba sendo uma dificuldade a mais para Mayra enfrentar. Sem ter companheiras de peso, ela é obrigada a treinar com as judocas do médio ou do pesado (+78 kg), ou então com os homens do meio-leve (-66 kg) ou do leve (-73 kg).
– Mas não é a mesma coisa do que treinar com alguém do meu peso. Isso dificulta meus treinamentos, mas é algo com que eu tenho de lidar. Felizmente, agora vou para treinos e competições no exterior, então terei a oportunidade de lutar com rivais do minha categoria – disse Mayra, que competirá neste fim de semana no Masters de Judô, em Baku, no Azerbaijão.
A falta de atletas também pode gerar uma acomodação da judoca na briga pela vaga olímpica:
– Estou bem ranqueada, mas tinha de ter alguém junto. Com outra judoca, fica uma disputa saudável, uma incentivando a outra.
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