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Marcelo Freixo, candidato no RJ: 'Transolímpica é crime ambiental'

Caio e Wellington Nem pelo Figueirense (Fotos: Divulgação)
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Dia 27/10/2015
22:25

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O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) tenta sua primeira eleição para um cargo do Executivo. O parlamentar, que tem como vice o músico Marcelo Yuka, promete adequar o velódromo da Barra da Tijuca para os padrões exigidos pelo Comitê Olímpico Internacional (COI).

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Freixo condenou a política de desapropriações em comunidades que sofrerão com intervenções para a Olimpíada Rio-2016 e prometeu otimização do Parque Olímpico.

- Com a nossa proposta de Parque Olímpico, o Rio vai se tornar referência mundial para a economia do esporte - disse Freixo.

Confira a entrevista do candidato do PSOL à Prefeitura do Rio ao LANCENET!.

Onde serão alocados os moradores que sofrerão com desapropriações decorrentes das obras do entorno do Maracanã e para a Olimpíada?

No caso do Maracanã, a prioridade é resolver a comunidade Metrô-Mangueira. Temos de liberar o espaço viário da Radial Oeste, reurbanizar o que for urbanizável e, nos casos onde não for possível manter famílias, transferiremos para os condomínios do Minha Casa, Minha Vida na Visconde de Niterói. Nas obras para os Jogos, com os R$ 100 milhões estimados para remoção da Vila Autódromo, podemos reurbanizar a comunidade, a Belém-Belém e várias que foram parcialmente destruídas pela atual gestão, e abandonadas. As remoções são criminosas, não seremos cúmplices da atual gestão.

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Qual a sua opinião quanto à necessidade da construção de um novo velódromo, orçado em R$ 115 milhões, visto que temos um equipamento inaugurado há cinco anos?

Não é um debate de preço, mas do que queremos para o futuro. O velódromo é subutilizado desde o Pan. Não houve projeto de formação e treinamento de atletas de alto desempenho, nem a inclusão do Rio nos circuitos de ciclismo. Temos de adaptá-lo e transformá-lo em equipamento que atraia competidores do mundo para treinos e etapas dos circuitos. O ganho econômico e os recursos que circulam nos mercados do esporte compensam os gastos.

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Qual a sua opinião em relação ao atual plano para o Porto do Rio? Mudaria algo em relação ao que está sendo feito?

A propaganda da Prefeitura cria uma realidade fictícia. É uma mentira atrás da outra. As obras do Porto estão sendo financiadas pela Caixa, com recursos do FGTS. Isso é dinheiro do trabalhador, não do setor privado. Queremos diminuir o caráter especulativo do projeto e aumentar o conteúdo social e cultural. Claro que algumas torres e condomínios podem ser construídos ali. Mas queremos mais moradias populares, escolas técnicas e espaços culturais. Vamos respeitar o Quilombo da Pedra do Sal e a herança cultural da região. O turista não vem ao Rio para visitar museus que mostram o que os outros já têm. Ele vem conhecer nossa cultura, ouvir nosso samba, comer nossa feijoada e conhecer a história. A demolição paralisará a região metropolitana e custará mais que o anunciado.

O que pretende fazer para ajudar na massificação do esporte, tendo em vista não só o incentivo a atletas de ponta?

Esse é o grande debate do legado olímpico. Os equipamentos que estão sendo construídos são quase todos temporários. Queremos equipamentos que possam ficar para receber competições, para servir ao treinamento e à formação de atletas de alta performance. Com a nossa proposta de Parque Olímpico, o Rio vai se tornar referência mundial para a economia do esporte. Vamos poder entrar no circuito das competições e vamos poder ajudar o Brasil a tornar-se potência olímpica. O parque que está projetado vai entregar o terreno do autódromo para a especulação imobiliária. E o que ficar de equipamento esportivo será privatizado por hotéis e condomínios de luxo que ali vão se instalar.

Contratos para obras de 2016 passarão por revisão? O candidato se compromete com o que foi acordado com o COI?

Tanto o projeto do Parque Olímpico quanto da Transolímpica precisam ser revistos. O Parque Olímpico está subavaliado. Os 500 milhões de contrapartida da Prefeitura vão explodir quando as obras começarem. Precisamos rever a cessão do terreno ao consórcio, pois isso pode levar a uma indeterminação jurídica para compradores e investidores futuros. A Transolímpica é crime ambiental em flagrante e em curso. A obra começou antes das licenças ambientais. Os Estudos de Impacto Ambiental têm inconsistências. Isso pode atrasar a obra em meses. Os moradores dos bairros atingidos estão se mobilizando, pois viram o que ocorreu na Transoeste e na Transcarioca e não vão esperar por ações violentas e ilegais. O projeto está em risco. Vamos redimensionar a Transolímpica e tirar o pedágio. É possível construí-la gastando menos e em menos tempo.

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