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Mais dois recordes mundiais são quebrados no Circuito Paraolímpico

Thomaz Bellucci (Foto: Reprodução)
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Dia 28/10/2015
05:50

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O último dia de disputa da primeira etapa nacional do Circuito Paraolímpico, em São Paulo, teve a quebra de mais dois recordes mundiais. Depois de superar a marca nos 800m rasos no sábado, o fundista Odair Santos, de 30 anos, melhorou o seu tempo nos 1.500m. Já no salto em distância classe F45 (amputados), a jovem Mariane dos Santos, de 20 anos, pulverizou uma marca que não era quebrada desde 1980. Ela saltou 4,37m, contra 3,85m da canadense Cole.

- O resultado é reflexo do treinamento. Quero melhorar essa marca ainda mais. Sei que faço mais que isso e na próxima etapa (3 e 4 de setembro) irei superar - afirmou a saltadora.

Coordenador técnico nacional de atletismo, Ciro Winckler comemorou o resultado obtido por Mariane, mas lamentou o fato de existirem poucos atletas na classe F45. Segundo ele, para que a saltadora possa disputar Jogos Parapan-Americanos e Paraolímpicos, ela precisa ter o índice na classe F46, que é mais elevado.

Já Odair, que tinha cravado 1m58s47 nos 800m, pulverizando a marca anterior, 1m59s99, que pertencia ao britânico Robert Matthews desde 1986, melhorou o seu tempo nos 1.500m na classe T11 (cego total). Ao obter 4m04s32, ele superou os 4m04s70 que havia feito em janeiro deste ano no Mundial de Atletismo de Christchurch, na Nova Zelândia. O resultado foi comemorado por Winckler, que também exaltou novos nomes do atletismo brasileiro.

- Tivemos revelações, como Angelo Pereira (T37), Cleiton Pereira (T46) e Marivana da Nóbrega (F35). São três atletas geração Rio-2016 - disse o coordenador.

O atletismo nesta etapa também proporcionou 33 quebras de recordes brasileiros. Já na natação foram 36 e no halterofilismo apenas 3. Essa intensa busca por marcas expressivas, segundo os coordenadores de cada modalidade, deveu-se ao fato de estar em jogo a busca por índices para o Parapan-Americano de Guadalajara, no México, em novembro.

Para os nadadores, esta foi a última oportunidade para a obtenção do índice. Quem conseguiu agora será avaliado pelo departamento técnico do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB). A ideia é levar para o Parapan a equipe mais forte possível. Será levado em conta, por exemplo, aquele atleta com grandes chances de conquistar medalha em mais de uma prova. Ao todo, o Brasil tem direito a 33 vagas.

Já os competidores do atletismo e halterofilismo ainda terão uma nova oportunidade de obterem os índices na próxima etapa nacional do Circuito Paraolímpico, que será realizada nos dias 3 e 4 de setembro, também em São Paulo.

- Levaremos para o Parapan o que o Brasil tem de melhor e muitos países farão o mesmo. Para algumas modalidades, o evento em Guadalajara será classificatório para os Jogos Paraolímpicos de Londres-2012. O caminho para Londres começa aqui - afirmou o presidente do CPB, Andrew Parsons.

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